- O Kremlin afirmou que nem a China nem a Rússia realizaram testes nucleares secretos, em resposta a acusações dos EUA.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que ambos os países foram mencionados, mas nenhum realizou testes nucleares.
- Peskov destacou que a China negou categoricamente as acusações, segundo o governo chinês.
- Os EUA haviam acusado a China de realizar um teste secreto em 2020 e defendem um novo acordo de controle de armas que inclua a China e a Rússia.
- O debate ocorre enquanto o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New START) expirou em 5 de fevereiro, gerando preocupações sobre uma possível corrida armamentista nuclear.
O Kremlin afirmou nesta quarta-feira que nem China nem Rússia realizaram testes nucleares secretos. A declaração ocorre após acusações dos Estados Unidos sobre possíveis provas secretas em Beijing.
O porta-voz Dmitry Peskov disse aos repórteres que tanto a Federação Russa quanto a China nunca conduziram testes nucleares. Ele destacou que as alegações foram negadas categoricamente por um representante da China.
As informações chegaram em meio a pressão de Washington, que pediu a China que se una aos EUA e à Rússia para negociar uma nova outlining de controle de armas, substituto do último Acordo Contrato de Redução de Armas Estratégicas (New START), que expirou em 5 de fevereiro.
Contexto diplomático
Alguns especialistas veem risco de aceleramento da corrida armamentista diante da expiração do acordo vigente, enquanto outros alertam que esse cenário pode estar sendo superdimensionado.
A notícia foi apurada pela Reuters, com informações de Moscou, datada de 18 de fevereiro, e citação direta a Peskov sobre as declarações de Beijing.
Fontes oficiais reiteraram que não houve confirmação de testes secretos por nenhuma das duas nações.
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