- A Radio Free Asia retomou transmissões para a China em mandarim, tibetano e uigur, segundo a CEO Bay Fang, após cortes de financiamento realizados na gestão anterior.
- A volta aos conteúdos usa contratação privada para os serviços de transmissão; para restabelecer a rede, é necessária uma his funding consistente aprovada pelo Congresso.
- Um projeto de orçamento bipartidário assinado em fevereiro destinou 653 milhões de dólares à US Agência para Mídia Global, valor menor que os 867 milhões dos últimos dois anos, mas maior que os 153 milhões propostos pelo ex-presidente para encerrar a agência.
- A USAGM supervisiona a RFA, a Voice of America e demais veículos financiados pelo governo; críticos disseram que os cortes diminuíram a influência dos EUA frente à China.
- Enquanto online, o conteúdo em mandarim continua disponível; a programação de rádio em tibetano, uigur, coreano e birmanês é transmitida por ondas curtas e médias, e as transmissões via satélite da USAGM ainda não foram retomadas.
Radio Free Asia retomou as transmissões para a China, informou a CEO Bay Fang nesta terça-feira, após cortes de verbas promovidos pela administração Trump, que levaram o grupo a interromper grande parte das operações financiadas pelos EUA.
A retomada ocorreu graças a contratos com empresas privadas de transmissão, segundo Fang. Ela afirmou que a recuperação dependerá de financiamentos contínuos aprovados pelo Congresso, sem detalhar os acordos de terceiros envolvidos.
O órgão de fiscalização de mídia dos EUA, USAGM, supervisiona o RFA, VOA e outras plataformas financiadas pelo governo. Um memorando bipartisan de gastos aprovado em fevereiro destinou 653 milhões de dólares ao USAGM, valor inferior aos 867 milhões dos dois anos anteriores, mas superior ao montante de 153 milhões de dólares previsto pelo governo para encerrar as operações.
A embaixada chinesa em Washington não comentou a política interna dos EUA, mas acusou o RFA de ter viés anti-China. Um porta-voz, Liu Pengyu, afirmou que o grupo tem histórico de reportagens tendenciosas sobre a China.
Direitos humanos e organizações de imprensa destacam que o RFA mostrou-se líder ao longo de décadas ao expor abusos de regimes autoritários e a situação de minorias, como os uigures. Na última sexta, o RFA informou que fechou contratos com empresas privadas para transmitir áudio em tibetano, coreano e birmanês para audiências nesses territórios.
Segundo a empresa, o conteúdo em mandarim fica online, com planos de retomar transmissões regulares no rádio em breve. Programação em tibetano, ugu… samai (corrija: uighur), coreano e birmanês permanece em raios curta e média, com transmissões anteriores via USAGM ainda sem retorno.
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