- Quatro Testemunhas de Jeová foram condenadas por atividade extremista na Rússia, com base em gravações secretas feitas por espiões que se infiltraram em sessões de oração.
- Elas integram uma lista de cerca de 220 pessoas presas desde 2017, quando o grupo foi banido como organização extremista; a decisão foi amplamente contestada por organismos internacionais.
- Oleg Postnikov, 61 anos, recebeu pena de seis anos e dois meses de prisão em Birobidzhan.
- Valeriy Tolmazov, 71, Aleksandr Kostyuk, 53, e Maksim Barbazyuk, 43, receberam seis anos cada um, em Tver.
- A Organização Mundial das Testemunhas de Jeová ressaltou que os agentes infiltrados se integraram profundamente a grupos pequenos antes de repassar material editado às autoridades.
Três homens e um outro homem foram condenados na Rússia por atividade extremista com base em gravações secretas feitas por espiões que se infiltraram em sessões de oração das Testemunhas de Jeová. A prisão ocorreu na última semana, em meio a uma ampla campanha do governo russo contra o grupo, banido em 2017.
Oleg Postnikov, 61 anos, recebeu uma pena de seis anos e dois meses de prisão na cidade de Birobidzhan. Segundo advogados, as gravações filtradas mostraram reuniões consideradas extremistas pelos investigadores, mas a defesa argumenta que os encontros eram de fé e convivência entre pessoas comuns.
Valeriy Tolmazov, 71, Aleksandr Kostyuk, 53, e Maksim Barbazyuk, 43, foram condenados a seis anos cada um na cidade de Tver. Autoridades alegaram extremismo com base nos materiais obtidos pelos espiões infiltrados nas atividades religiosas.
O total de pessoas presa desde 2017 já chega a cerca de 220, em um contexto de repressão formal ao grupo pela Justiça russa. A Corte Europeia de Direitos Humanos julgou a ilegalidade da proibição em 2022, e a ONU também criticou a decisão.
Jarrod Lopes, porta-voz para a Sede Mundial das Testemunhas de Jeová, afirmou que os espiões se integraram nos pequenos grupos antes de repassar material editado às autoridades. A ONG acompanha o caso e reiterou que as reuniões eram de oração e convivência entre fiéis.
Entre na conversa da comunidade