- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará nesta quinta-feira uma reunião do Conselho da Paz em Washington para anunciar doações superiores a US$ 5 bilhões para reconstrução e ações humanitárias em Gaza.
- Os membros do conselho se comprometeram a fornecer milhares de funcionários para uma força internacional de estabilização em Gaza.
- Segundo o plano de Trump, o conselho supervisionaria a governança temporária de Gaza, com o intuito de lidar com conflitos globais.
- Itália e União Europeia planejam participar como observadores, já que não aderiram ao conselho.
- O Vaticano informou que não participará da iniciativa, ressaltando que as Nações Unidas devem gerenciar crises, e especialistas questionam a natureza colonial de Trump presidir o órgão.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que realizará uma reunião do Conselho da Paz nesta quinta-feira em Washington. O objetivo é apresentar o compromisso de países-membros em doar mais de US$ 5 bilhões para a reconstrução e os esforços humanitários em Gaza. A informação foi divulgada pela Casa Branca.
Segundo a secretária de imprensa Karoline Leavitt, os países participantes também irão disponibilizar milhares de funcionários para uma força internacional de estabilização em Gaza. O plano de Trump prevê supervisão da governança temporária da região pelo conselho.
Participação internacional
De acordo com a proposta, Itália e União Europeia atuarão como observadores, já que não integram o conselho. O Vaticano, por sua vez, afirmou que não participará da iniciativa. O cardeal Pietro Parolin explicou que os esforços para crises devem ser conduzidos pelas Nações Unidas.
Contexto e críticas
Especialistas em direitos humanos veem o Conselho da Paz como potencial estrutura colonial, por centralizar a autoridade em um território estrangeiro. O conselho foi lançado no mês anterior e enfrentou críticas por não incluir um palestino no seu funcionamento.
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