Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Como realmente corrigir a ajuda externa

Com o fim da USAID, custos humanos sobem; é hora de reformar a ajuda internacional, priorizando estados em crise e resultados que salvem vidas

A worker sits on top of sacks of food in a hangar at a World Food Program warehouse in Bor, South Sudan, on Feb. 13. Luis Tato/AFP via Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • Cerca de 80% dos recursos da USAID foram encerrados; outros grandes doadores, como Reino Unido e Alemanha, também recuaram; a ajuda humanitária da ONU caiu quase 40% em 2025, totalizando cerca de 15 bilhões de dólares.
  • Estimativas indicam perdas humanas significativas: até 1,6 milhão de vidas poderiam ter sido salvadas sem os cortes; mortalidade infantil global em alta; até 23 milhões de vidas podem ser perdidas até 2030 por tendências de desfinanciamento.
  • No International Rescue Committee, 2 milhões de clientes perderam serviços e 6 milhões tiveram reduções; mais da metade das instalações de saúde apoiadas pelo governo dos Estados Unidos fecharam ou perderam serviços.
  • Dois compromissos bilionários recentes dos Estados Unidos com a Organização das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários e com o Global Fund são bem-vindos, desde que sejam orientados a resultados.
  • A reforma é necessária: o sistema precisa ser mais simples, centrado em resultados, voltado a estados em conflito e com maior foco em inovação e ações antecipatórias; não há retorno ao modelo anterior, é preciso reformar com propósito.

A administração de Donald Trump encerrou quase 80% dos contratos e doações da USAID há quase um ano, conforme o texto base. Outros doadores, como Reino Unido e Alemanha, também reduziram apoio. As cifras de financiamento da ONU para assistência humanitária caíram quase 40% em 2025, somando 15 bilhões de dólares. Hoje, o gasto público americano em ajuda humana é alvo de debate.

Segundo o artigo, o custo humano dessas mudanças tem sido alto. O Center for Global Development estima que até 1,6 milhão de vidas poderiam ter sido salvas se o dinheiro não fosse cortado. A Fundação Gates aponta agravamento da mortalidade infantil global pela primeira vez neste século. A Lancet projeta perdas até 2030 em 93 países.

O International Rescue Committee (IRC), liderado pelo autor do texto, reporta que 2 milhões de clientes perderam serviços e 6 milhões tiveram redução de atendimento no último ano. Mais da metade das unidades de saúde assistidas com apoio dos EUA fecharam ou cortaram serviços críticos.

O papel dos grandes donadores e os próximos passos

Apesar da retirada, dois compromissos multibilionários recentes dos EUA com a ONU Desastres (UNOCHA) e com o Fundo Global são vistos como positivos, com potencial para atender necessidades caso foquem em resultados. O texto descreve o conceito Kindleberger Trap, em que não há potência dominante para provir bens públicos globais.

O momento é considerado especialmente desafiador, com cerca de 60 conflitos ativos em 2025, mais de 122 milhões de deslocados forçados e 239 milhões em necessidade humanitária. O saldo global aponta para maior fragmentação, instabilidade climática e risco de retração de redes de proteção.

A reportagem destaca ainda percepções públicas e eficácia das ações. Embora muitos americanos subestimem o gasto com ajuda externa, a avaliação de que apenas 1% do orçamento federal vá ao exterior é contestada pela maioria: a percepção comum é de erro, com consenso de que o patamar correto está próximo de 1%.

Eficiência, inovação e reformulação

Dados recentes mostram o que funciona na prática da assistência. Campanhas de imunização salvaram dezenas de milhões de vidas, e programas de combate à AIDS já renderam ganhos expressivos. No IRC, intervenções simples em áreas de malnutrição podem ampliar o alcance sem elevar custos.

O documento aponta que boa parte das doações hoje continua dispersa, com necessidade de foco geográfico e impacto comprovado. Estudos do IRC indicam que intervenções comprovadas podem escalar com maior eficiência, beneficiando milhões de crianças. A reforma demanda simplificação e foco em estados frágeis.

A proposta central é reformular o sistema para priorizar resultados, accountability e inovação. O texto enfatiza que é possível ampliar recursos para ações de impacto, desde que haja clareza de metas e monitoramento de resultados, direcionando esforços para regiões com maior necessidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais