- A CPJ analisou depoimentos, fotos e prontuários de cinquenta e nove jornalistas palestinos detidos em prisões israelenses desde o ataque do Hamas em sete de outubro de dois mil e vinte e três; sessenta quase foram detidos.
- As informações indicam abusos graves em várias prisões, incluindo agressões físicas, posições de constrangimento e restrição sensorial, com relatos de violência sexual em alguns casos.
- Cinquenta e cinco dos cinquenta e nove entrevistados relataram fome extrema ou desnutrição; a CPJ aponta queda média de cerca de vinte e três quilos entre os jornalistas.
- A maioria dos casos envolve detenção administrativa, sem acusações formais, com quarenta e oito jornalistas nessa situação.
- Serviço carcerário israelense e Forças de Defesa de Israel rejeitam as acusações, afirmando que denúncias são apuradas pelas vias formais; o relatório cita ainda casos de denúncias anteriores e de abusos em outros contextos.
Dozens de jornalistas palestinos detidos em prisões israelenses desde 7 de outubro de 2023 relataram ter sido agredidos, privados de comida e submetidos a violência sexual, segundo um relatório do CPJ. O documento baseia-se em depoimentos de 59 jornalistas palestinos.
Entre os entrevistados, 58 disseram ter passado por tortura durante a custódia em Israel. As descrições incluem agressões físicas, posições de stress, privação sensorial, violência sexual e negligência médica, com padrões de relatos semelhantes entre diferentes instalações.
O CPJ afirma que as condições variaram conforme a prisão, mas os relatos apontam para uma prática recorrente de abuso contra jornalistas pelo trabalho que exercem. O relatório destaca casos de prisões administrativas e detenções prolongadas sem acusações formais.
A organização cita casos individuais, como um jornalista de Al Jazeera Mubasher e outro da Al-Fajer TV que relatam violência sexual em uma prisão de Megiddo. Também há relatos de ataques coordinados e uso de instrumentos contra detentos em Ofer e Sde Teiman.
Na maioria dos casos, 48 dos jornalistas não enfrentaram acusações criminais formais, permanecendo sob detenção administrativa. O CPJ ressalta a gravidade dos abusos e a natureza frequente das violações observadas.
Resposta das autoridades: o serviço prisional de Israel (IPS) e as Forças de Defesa de Israel (IDF) rejeitam veementemente as alegações, citando que denúncias são avaliadas pelos canais oficiais e que não houve abuso sistêmico.
O CPJ cita ainda métodos de tortura como o estrapamiento, presos suspensos por braços atados e puxados para cima, além de episódios de choques elétricos e spray de pimenta. Relatos descrevem pesadas perdas de peso entre os detidos.
O relatório também aponta que a maioria dos jornalistas sofreu fome extrema ou desnutrição, com evidências fotográficas de fisicamente debilitados. Estima-se perda média de peso superior a 23 kg por pessoa durante o período de detenção.
Os depoimentos abrangem casos de alto risco para a integridade física e mental, com denúncias de lesões graves, incluindo costelas quebradas e dificuldades de fala. O CPJ enfatiza que as informações derivam de múltiplas fontes verificáveis.
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