- Cúpula mundial de IA na Índia reúne líderes, incluindo Modi, Macron e Guterres, com Lula presente, para discutir governança internacional da tecnologia.
- Lula afirmou que, sem ação coletiva, a IA pode aprofundar desigualdades e pediu que as Nações Unidas liderem uma governança multilateral, inclusiva e voltada ao desenvolvimento.
- Ele ressaltou que poucos controlam algoritmos e infraestruturas digitais e pediu regulamentação das Big Techs para proteger direitos humanos, a integridade da informação e as indústrias criativas.
- O Brasil participa de iniciativas de governança da IA, discute marco regulatório e atração de investimentos em centros de dados, além de ter lançado o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial em 2025.
- Durante a cúpula, Macron e Guterres defenderam regulamentação; Sam Altman pediu regras; Bill Gates cancelou participação; acordos foram anunciados entre OpenAI, Nvidia, L&T e Google.
Na Índia, líderes mundiais participam da Cúpula Mundial de Inteligência Artificial promovida hoje em Nova Délhi. O presidente Lula e outras autoridades defendem acesso universal à tecnologia e regulamentação para evitar riscos à democracia.
Em discurso na plenária, Lula afirmou que a governança da IA deve ser liderada pela ONU, buscando modelo multilateral e inclusivo. Sem ação coletiva, afirmou, a IA poderá aprofundar desigualdades históricas.
Ele criticou a concentração de controle sobre algoritmos e infraestruturas digitais, ligando a regulamentação às salvaguardas de direitos humanos, à integridade da informação e à proteção das indústrias criativas nacionais.
Lula destacou que o Brasil participa de iniciativas para governança global da IA, mencionando o Congresso discutindo políticas de dados, centros de dados e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial lançado em 2025. O país apoia inclusive propostas para cooperação internacional em IA.
A importância da governança internacional
O presidente ressaltou que a universalidade das Nações Unidas não deve ser substituída por fóruns específicos. Afirmou que a Quarta Revolução Industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua.
Nesta tarde, Lula tem reunião bilateral com Emmanuel Macron, à margem da cúpula. Na sexta-feira, ele será recebido em visita de Estado pelo premiê Narendra Modi.
Reações globais e impactos
O premiê Modi defendeu IA acessível e inclusiva, visando a inclusão no Sul Global. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o futuro da IA não pode ficar nas mãos de poucos bilionários.
Macron destacou que regulamentações digitais na Europa ajudam a tornar a UE mais segura e que manterá a liderança regulatória com aliados, incluindo a Índia.
Executivos de tecnologia participam do evento. Sam Altman, CEO da OpenAI, disse que o mundo precisa de regras para o desenvolvimento rápido da IA, sugerindo até coordenação internacional similar a agências de energia.
Cancelamento e novidades
Bill Gates cancelou sua participação, alegando foco nas prioridades da cúpula, segundo a Fundação Gates. A empresa afirmou que o envolvimento anterior com Epstein não implica irregularidades.
Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, permanece no evento para palestra. Ao fim da reunião, deve-se divulgar uma declaração final sobre regras de uso da IA.
Acordos e investimentos
Gigantes de tecnologia anunciaram acordos na Índia, reforçando planos de expansão. A OpenAI e a Tata Consultancy Services anunciaram centro de dados no país, enquanto a Nvidia fechou parceria para futura fábrica de IA com a L&T.
Sundar Pichai, CEO da Alphabet, reforçou o papel da Índia como polo de IA. Cabos submarinos e novas infraestruturas também foram anunciados, ampliando a conectividade regional.
Entre na conversa da comunidade