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Lula e Macron discutem a reta final do acordo Mercosul-UE; França resiste

Lula conversa com Macron para avançar o acordo Mercosul-UE, que ainda enfrenta resistência francesa e tramitações internas nos blocos

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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu‑se com Emmanuel Macron durante viagem à Índia, além de conversar com Sundar Pichai e com o presidente da Croácia, Zoran Milanović.
  • Lula participa de agenda na Índia para tratar de IA e de minerais raros, em meio à reta final de aplicação do acordo Mercosul‑União Europeia.
  • O acordo de livre comércio entre Mercosul e UE foi assinado em janeiro, mas ainda depende de aprovação interna nos dois blocos para entrar em vigor.
  • Na UE, o texto aguarda aval do Parlamento Europeu e análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, com possíveis aprovações de parlamentos nacionais.
  • No Mercosul, o acordo precisa passar pelos Congressos nacionais dos países membros, e a Câmara dos Deputados deverá começar a avaliá‑lo a partir de 23 de fevereiro, após o Carnaval.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente francês Emmanuel Macron durante visita à Índia, nesta quinta-feira (19). O tema central foi o andamento do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que ainda depende de ratificação interna em ambos os blocos. A França integra o grupo de países críticos à implementação do tratado.

Além de Macron, Lula teve encontros com Sundar Pichai, CEO do Google, e com Zoran Milanović, presidente da Croácia, conforme apurado pelo g1. A agenda na Índia também priorizou temas de inteligência artificial e de minerais raros, alinhando interesses entre Brasil, França e demais parceiros.

Acordo ainda precisa de aval interno

O acordo entre Mercosul e UE foi assinado em 17 de janeiro, pelos líderes dos dois blocos, após décadas de negociação. No entanto, a vigência plena depende de aprovações nacionais em cada lado.

Alguns Estados-membros da UE resistem à assinatura, citando impactos potenciais no setor agrícola. Entre os países com objeções estão Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia. A validação envolve o Parlamento Europeu, o Tribunal de Justiça da UE e, em alguns casos, parlamentos nacionais.

Do lado do Mercosul, a ratificação depende de votos nos Congressos nacionais de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Na Câmara dos Deputados brasileira, a atuação começa na próxima segunda-feira, dia 23, após o recesso de Carnaval.

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