- Mark Zuckerberg defendeu o uso de filtros de beleza no Instagram em tribunal, dizendo que priorizou a livre expressão ao restabelecer a ferramenta.
- A decisão ocorreu mesmo com recomendações contrárias de funcionários e de 18 especialistas contratados pela Meta para avaliar riscos ao bem‑estar de adolescentes.
- Documentos internos sugerem que a Meta sabia que filtros poderiam incentivar dismorfia corporal e outros problemas de saúde mental entre jovens.
- O CEO afirmou que houve um “alto padrão” para comprovar danos e classificou restrições como paternalistas e excessivas, alegando buscar utilidade e valor a longo prazo.
- A ação é movida por uma jovem identificada como KGM; é a primeira de nove casos semelhantes que podem influenciar milhares de processos envolvendo redes sociais.
Mark Zuckerberg testemunha em Los Angeles sobre filtros de beleza no Instagram, defendendo o restabelecimento da ferramenta para valorizar a livre expressão. O depoimento ocorreu durante julgamento envolvendo a Meta. A defesa sustenta que a decisão não teve motivação financeira.
Especialistas e funcionários da empresa haviam recomendado suspender os filtros por risco ao bem-estar de adolescentes. Em 2019, a ferramenta foi temporariamente retirada para revisão interna. O Financial Times cita consenso entre 18 especialistas consultados.
Zuckerberg afirmou que houve um “alto padrão” para comprovar danos e classificou restrições como paternalistas e excessivas. Disse ainda que optou por errar em favor da liberdade de expressão, não por lucro.
Foco do debate
Documentos internos indicam conhecimento de que filtros de beleza poderiam incentivar dismorfia corporal e outros problemas de saúde mental entre jovens. O processo aponta esse risco como relevante.
Tempo de uso e idade de usuários
Durante o julgamento, ele rebateu e-mails entre 2013 e 2022 que sugeriam meta de aumentar o tempo de permanência na plataforma, inclusive entre adolescentes. A empresa afirmou ter ajustado objetivos.
Zuckerberg disse que a Meta não estabelece mais metas internas de tempo de uso, priorizando utilidade e valor no longo prazo. Sobre menores de 13 anos, a empresa busca remover perfis, mas enfrenta dificuldades para verificar idade real.
Precedente jurídico em jogo
A ação é movida por uma jovem de 20 anos identificada como KGM, que alega dependência de Instagram e YouTube na infância, com ansiedade e depressão. A Meta sustenta que há resultados conflitantes na ciência.
O julgamento em Los Angeles é o primeiro de nove casos semelhantes a serem analisados por júri. Uma derrota pode impactar milhares de processos contra plataformas de tecnologia.
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