- O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, disse que a votação do acordo Mercosul-UE será priorizada na próxima semana, devido às incertezas com tarifas dos Estados Unidos.
- Motta designou o deputado Marcos Pereira, já ex-ministro, como relator do acordo.
- O anúncio ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, informar aumento da tarifa global para quinze por cento.
- O tratado Mercosul-UE foi assinado em janeiro, mas precisa de ratificação interna de cada país do Mercosul e aprovação do Parlamento Europeu.
- O governo brasileiro tem pressionado o Congresso pela aprovação interna do acordo para influenciar a posição europeia.
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, afirmou que, em função das incertezas geradas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, a Casa vai priorizar a votação do acordo Mercosul-UE na próxima semana. A pauta recebe atenção especial diante do cenário comercial internacional.
Motta nomeou o deputado Marcos Pereira como relator do acordo. Pereira, filiado ao Republicanos, já atuou como ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e participou da construção do texto do acordo entre Mercosul e União Europeia.
O anúncio de tarifas faz parte de uma mudança anunciada pelos Estados Unidos. O governo americano elevou a tarifa global, em 15%, após decisões judiciais associadas a procedimentos anteriores, segundo informações oficiais. A medida, segundo a administração, é legal e integrada a uma estratégia econômica.
O Mercosul-UE foi assinado em janeiro, mas depende de ratificação interna de cada país do bloco e da aprovação pelo Parlamento Europeu. No momento, há resistência observada pela França, o que aumenta a incerteza sobre o ritmo da assinatura final.
O governo Lula tem atuado junto às lideranças do Congresso para avançar com a aprovação interna do acordo, buscando embalar a pressão sobre autoridades europeias para acelerar o envio de ratificações. A prioridade legislativa visa facilitar a conclusão do processo de liberalização comercial entre as partes.
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