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Lula diz a Trump na Índia: não queremos uma nova Guerra Fria

Durante a visita à Índia, Lula defende tratamento igualitário entre potências e evita nova Guerra Fria; reunião com Trump pode ocorrer em março para ampliar comércio e cooperação

O presidente Lula (PT) durante coletiva de imprensa em Nova Delhi, na Índia. Créditos: Ricardo Stuckert / PR
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  • Lula, na Índia, disse que quer tratamento igualitário entre países e não quer uma nova Guerra Fria; seguirá viagem para Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.
  • Em parceria com Narendra Modi, o presidente assinou acordo sobre minerais críticos e terras raras, buscando elevar o comércio bilateral para 30 bilhões de dólares até 2030.
  • O encontro com Donald Trump deve ocorrer provavelmente em março; a agenda inclui comércio, parcerias universitárias, brasileiros nos Estados Unidos e investimentos no Brasil.
  • Lula criticou tarifas dos EUA impostas no ano passado, dizendo ter tomado conhecimento pelo Twitter, e pediu evitar imposições unilaterais, elogiando uma “política dos iguais”.
  • Reiterou apoio à reforma do Conselho de Segurança da ONU para incluir países em desenvolvimento como Brasil, Índia e México, destacando a necessidade de fortalecer a ONU.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante passagem pela Índia, que quer tratar todos os países com igualdade, sem que potências imponham condições a nações menores. Ele destacou o objetivo de evitar uma nova Guerra Fria.

Lula seguiu para a Coreia do Sul e para os Emirados Árabes Unidos e sinalizou uma reunião com Donald Trump, possivelmente em março. A ideia é manter canais abertos para reduzir atritos entre Brasil e EUA, segundo fontes da comitiva brasileira.

Na Índia, Lula assinou com o premiê Narendra Modi um acordo sobre minerais críticos e terras raras. O objetivo é ampliar o comércio bilateral para 30 bilhões de dólares até 2030, conforme anuncios feitos durante o encontro.

Relações internacionais

O presidente brasileiro criticou tarifas impostas unilateralmente pelos EUA no ano anterior e disse ter ficado sabendo das medidas por redes sociais. Também apontou problemas com o autoritarismo nas negociações entre grandes potências.

Ainda na Índia, Lula elogiou uma postura de “política dos iguais” em relação a parceiros estratégicos, contrastando com o tratamento percebido como desigual nos acordos com algumas nações. A conversa com Modi foi central nesse contexto.

Comércio e minerais

Lula destacou que não admite repetir a exportação de minério de ferro sem valor agregado no Brasil. Ele citou a necessidade de transformar recursos em produtos manufaturados, fortalecendo a indústria nacional.

A agenda com Trump incluirá temas de comércio, parcerias acadêmicas, proteção de brasileiros nos EUA e atratividade de investimentos norte-americanos no Brasil. O tom foi de busca por uma relação civilizada e respeitosa entre os dois países.

ONU e reforma

O presidente brasileiro reiterou apoio à reforma do Conselho de Segurança da ONU, defendendo a inclusão de emergentes como Brasil, Índia e México. Segundo ele, fortalecer a ONU é essencial para a paz e a harmonia mundial.

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