- Lula, na Índia, disse que quer tratamento igualitário entre países e não quer uma nova Guerra Fria; seguirá viagem para Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.
- Em parceria com Narendra Modi, o presidente assinou acordo sobre minerais críticos e terras raras, buscando elevar o comércio bilateral para 30 bilhões de dólares até 2030.
- O encontro com Donald Trump deve ocorrer provavelmente em março; a agenda inclui comércio, parcerias universitárias, brasileiros nos Estados Unidos e investimentos no Brasil.
- Lula criticou tarifas dos EUA impostas no ano passado, dizendo ter tomado conhecimento pelo Twitter, e pediu evitar imposições unilaterais, elogiando uma “política dos iguais”.
- Reiterou apoio à reforma do Conselho de Segurança da ONU para incluir países em desenvolvimento como Brasil, Índia e México, destacando a necessidade de fortalecer a ONU.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante passagem pela Índia, que quer tratar todos os países com igualdade, sem que potências imponham condições a nações menores. Ele destacou o objetivo de evitar uma nova Guerra Fria.
Lula seguiu para a Coreia do Sul e para os Emirados Árabes Unidos e sinalizou uma reunião com Donald Trump, possivelmente em março. A ideia é manter canais abertos para reduzir atritos entre Brasil e EUA, segundo fontes da comitiva brasileira.
Na Índia, Lula assinou com o premiê Narendra Modi um acordo sobre minerais críticos e terras raras. O objetivo é ampliar o comércio bilateral para 30 bilhões de dólares até 2030, conforme anuncios feitos durante o encontro.
Relações internacionais
O presidente brasileiro criticou tarifas impostas unilateralmente pelos EUA no ano anterior e disse ter ficado sabendo das medidas por redes sociais. Também apontou problemas com o autoritarismo nas negociações entre grandes potências.
Ainda na Índia, Lula elogiou uma postura de “política dos iguais” em relação a parceiros estratégicos, contrastando com o tratamento percebido como desigual nos acordos com algumas nações. A conversa com Modi foi central nesse contexto.
Comércio e minerais
Lula destacou que não admite repetir a exportação de minério de ferro sem valor agregado no Brasil. Ele citou a necessidade de transformar recursos em produtos manufaturados, fortalecendo a indústria nacional.
A agenda com Trump incluirá temas de comércio, parcerias acadêmicas, proteção de brasileiros nos EUA e atratividade de investimentos norte-americanos no Brasil. O tom foi de busca por uma relação civilizada e respeitosa entre os dois países.
ONU e reforma
O presidente brasileiro reiterou apoio à reforma do Conselho de Segurança da ONU, defendendo a inclusão de emergentes como Brasil, Índia e México. Segundo ele, fortalecer a ONU é essencial para a paz e a harmonia mundial.
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