- As protestas em várias universidades iranianas seguem pelo quarto dia, com apresentações de dezenas a centenas de estudantes em Teerã, Mashhad, Shiraz e Isfahan, após o retorno parcial às aulas presenciais.
- As manifestações permanecem relativamente contidas, ainda que ocorram em centros de ensino de elite, como a Universidade Tecnológica Sharif, e ganham espaço fora dos focos tradicionais.
- O procurador-geral, Mohammad Mohavedi, associou os protestos a “correntes” apoiadas pelo que chamou de inimigo e afirmou que autoridades vão identificar e agir contra os envolvidos.
- Houve confrontos entre estudantes opositores e milícia Basij, com relatos de prisões, expulsões e disciplinação interna em algumas instituições, sem confirmação de mortes até o momento.
- O governo informou que a maioria das universidades continua fechada e que haverá ensino virtual em alguns casos até o fim do ano letivo; autoridades destacaram a importância de ouvir os estudantes, mantendo limites sobre símbolos sagrados e a bandeira nacional.
Os protestos em várias universidades do Irã continuam no terceiro dia de atividades presenciais, após o retorno de aulas em alguns campi. Estudantes discordam do regime e as manifestações permanecem restritas a pequenos grupos. O governo já havia fechado escolas por semanas após as repressões de janeiro.
Os eventos ocorrem em meio a tensões com os EUA, com novas negociações sobre o acordo nuclear marcadas para acontecer em Genebra. O clima é de cautela, pois autoridades veem as ações como tentativas de inflamar o ambiente político. O governo não deseja que o diálogo fracasse.
O atual ciclo de protestos se estende de Teerã a Mashhad, com relatos de mobilizações em Shiraz e Isfahan. As universidades de elite, como a Sharif Tech, registram participação estudantil, enquanto autoridades mantêm controle sobre o andamento das aulas.
Episódios de violência
As autoridades têm feito o possível para conter as manifestações sem recorrer a repressão brutal. Em alguns campus, jovens oppositores e membros de milícia Basij teriam entrado em confrontos, sem confirmação de mortes até o momento.
Fontes oficiais indicam que alguns estudantes críticos foram proibidos de ingressar nos campus e tiveram processos disciplinares abertos. Muitos alunos continuam presos por ações ocorridas desde as manifestações de janeiro e semanas seguintes.
O Ministério da Ciência reconhece as protestas, mas afirma que não há uma crise. Em Sharif Tech, por exemplo, o regime informou que houve continuidade de atividades acadêmicas, com milhares de aulas realizadas durante o período.
Ciberataques
Especialistas apontam que o tom das autoridades pode mudar rapidamente diante de novas protestos e de atividades associadas a celebrações. Circulam imagens de veículos policiais com armamentos pesados estacionados em áreas próximas a universidades.
Dirigentes da Sharif alertaram que autoridades já acompanham de perto a situação e que medidas adicionais podem afetar o funcionamento dos campi. Em redes, surgem mensagens dirigidas ao público iraniano que aumentam a tensão entre apoiadores e críticos do regime.
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