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Ucrânia diz que mais de 1.700 africanos lutam pela Rússia

Mais de 1.780 africanos lutam pela Rússia na guerra da Ucrânia; autoridades dizem que são atraídos por promessas de emprego e enganados

Ukraine's Foreign Minister Andrii Sybiha speaks during an interview with Reuters, amid Russia's attack on Ukraine, in Kyiv, Ukraine February 6, 2026. REUTERS/Valentyn Ogirenko
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  • Mais de mil setecentos e oitenta africanos lutam pela Rússia na guerra na Ucrânia, segundo o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, que disse haver uso de engano por parte de Moscou.
  • Sybiha afirmou que há negociações com governos africanos para impedir que cidadãos sejam recrutados, e o Ghana presidirá o bloco regional da União Africana no próximo ano.
  • Os combatentes africanos vêm de trinta e seis países diferentes do continente.
  • Autoridades russas negam recrutamento ilegal, mas havia relatos de homens africanos atraídos com promessas de empregos e acabando na linha de frente.
  • O ministro de Relações Exteriores do Ghana, Samuel Ablakwa, disse que muitos são vítimas de engano na dark web, pediu cessar-fogo e a libertação de dois prisioneiros de guerra ghaneanos; o Ghana promoverá campanhas de conscientização sobre redes de tráfico durante sua presidência da União Africana.

Mais de 1.700 africanos lutam ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, em coletiva nesta quarta-feira. O chanceler destacou que Moscou estaria usando de engano para atrair cidadãos africanos para o conflito.

Sybiha, que falava junto com o ministro ghanaense das Relações Exteriores, disse que o governo está em conversas com autoridades de governos africanos para impedir que seus cidadãos sejam recrutados por meio de esquemas enganosos. O Ghana deverá presidir, no próximo ano, o bloco regional da União Africana.

Segundo o ministro ucraniano, existem atualmente mais de 1.780 cidadãos africanos lutando nas fileiras do Exército russo. Os combatentes teriam origem em 36 países do continente, afirmou.

Contexto e respostas diplomáticas

Autoridades russas negam recrutamento ilegal de africanos para as forças armadas. Entretanto, relatos sobre homens africanos atraídos pela promessa de empregos com o objetivo de levá-los ao front na Ucrânia têm aumentado, gerando tensões entre Moscou e alguns países africanos.

Ablakwa afirmou que muitos desses combatentes são vítimas de engano, atraídos pela dark web com promessas de empregos comuns. Ele destacou que esses profissionais não têm formação militar nem histórico de segurança, e que foram colocados na linha de frente sem treinamento.

O chanceler ganense expressou solidariedade à Ucrânia e pediu um cessar-fogo para encerrar o conflito, que completou quatro anos recentemente. Ablakwa ainda informou que deverá pedir ao presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, a libertação de dois prisioneiros de guerra de Ghana, capturados lutando para a Rússia.

Ghana afirmou que promoverá programas de conscientização sobre redes de tráfico que recrutam pessoas de forma enganosa para forças russas durante sua presidência da União Africana.

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