- Cuba denunciou uma tentativa de infiltração de homens armados com fins terroristas após confronto entre uma lancha registrada na Flórida e a Guarda Costeira cubana, perto da costa da ilha.
- O tiroteio, a uma milha náutica do Cayo Falcones, na província de Villa Clara, deixou quatro tripulantes mortos e seis feridos.
- A embarcação tinha matrícula da Flórida e transportava dez pessoas armadas; parte dos ocupantes são cubano‑americanos com histórico criminoso, segundo o governo cubano.
- O comandante da embarcação cubana ficou ferido; houve a prisão de um cubano que havia viajado anteriormente para facilitar a operação.
- O incidente ocorre em meio a tensões com os Estados Unidos, com comentários de autoridades americanas sobre futuras respostas e mudanças na política de petróleo para Cuba.
Cuba denunciou na quarta-feira 25 uma tentativa de infiltração de homens armados com objetivos terroristas, após um confronto em águas territoriais com uma lancha registrada nos Estados Unidos. Quatro tripulantes morreram e seis ficaram feridos, segundo o Ministério do Interior cubano.
O incidente ocorreu a uma milha náutica do Cayo Falcones, na província de Villa Clara, no centro do país. A embarcação cubana da Guarda Costeira aproximou-se para identificar a tripulação, que atirou contra os agentes. Um dos oficiais cubanos ficou ferido.
Elementos sobre os envolvidos
A assessoria cubana informou que a lancha transportava 10 pessoas armadas, com matrícula da Flórida. Depoimentos preliminares indicam a intenção de realizar infiltração com fins terroristas, conforme boletim do Ministério do Interior.
Segundo o governo de Havana, os ocupantes eram cubanos residentes nos EUA, com histórico de atividades criminosas. Dois ocupantes constam em listas de investigados por promover atos terroristas em Cuba ou em outros países.
Desdobramentos e respostas oficiais
Em Washington, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as informações estão sendo reunidas e que os EUA podem responder de forma adequada. O caso ocorre em meio a tensões entre EUA e Cuba desde mudanças na política de petróleo e sanções.
A Casa Branca informou flexibilização de restrições a exportações de petróleo para Cuba, sob condição de beneficiar o povo cubano, não o governo. Rubio advertiu que restrições podem ser reimpostas se Cuba não respeitar o espírito da medida.
Entre na conversa da comunidade