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Hungria em encruzilhada entre Europa e ditadores, diz líder da oposição

Eleição na Hungria tende a definir quadro entre alinhamento europeu e modelo autoritário, com liberação de bilhões de euros em fundos da União Europeia em jogo

Peter Magyar, leader of the opposition TISZA party delivers a speech during his election campaign tour in Balassagyarmat, Hungary, February 25, 2026. REUTERS/Bernadett Szabo
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  • A eleição de 12 de abril na Hungria é apresentada como escolha entre seguir pela Europa com fundos da UE ou se aproximar de regimes autoritários, segundo o líder da oposição, Peter Magyar.
  • Magyar, líder do partido Tisza, promete enfrentar o premiê Viktor Orbán e criticou vínculos com a Rússia e com outros países da ex-União Soviética, além de ter apoiado a participação da Hungria no Conselho Turco.
  • O plano de governo da Tisza inclui negociar com Bruxelas a liberação de cerca de 17 bilhões de euros em fundos da UE congelados por questões de estado de direito, incluindo o Mecanismo de Recuperação e Resiliência (RRF).
  • O prazo para acessar os recursos é até o fim de agosto; Magyar afirmou que o governo sairia rápido para cumprir as condições apontadas e começar a liberar os fundos.
  • Magyar disse buscar relações construtivas com os Estados Unidos e citou a possibilidade de um cessar-fogo na Ucrânia, com garantias de segurança internacionais; Orbán aposta numa ponte entre tradições orientais e instituições ocidentais.

Oposição de Hungria afirma que eleição de 12 de abril define o rumo do país entre Europa e o que chama de campa de ditadores. Peter Magyar, líder do partido Tisza, diz que a votação pode consolidar a integração europeia ou levar o país a um alinhamento com regimes autoritários, em Salgótarján.

Magyar afirma que a disputa é entre 16 anos de queda econômica sob Viktor Orbán e a chance de avançar com fundos da União Europeia. Ele descreve a votação como um referendo entre Europa e Conselho Turco, citando relações próximas do governo húngaro com a Rússia e estados como Cazaquiststão e Azerbaijão.

O líder do Tisza sustenta que, se eleito, o governo abriria renegociação com Bruxelas para desbloquear mais de 17 bilhões de euros em fundos da UE, hoje congelados, condicionados ao cumprimento do Estado de direito e à coesão regional. A liberação ocorreria já com compromissos em vigor.

Magyar afirmou ainda que o país deve agir rapidamente para cumprir condições legais necessárias à liberação dos recursos, estimando possibilidade de início de desembolsos já após acordo de princípio, mesmo antes de aprovar a legislação.

As negociações com a UE envolvem principalmente o mecanismo de Recuperação e Resiliência (RRF). Atualmente, o governo húngaro enfrenta atraso ou suspensão de recursos, com parte substancial ainda disponível para uso.

Em relação à política externa, Magyar sinalizou que pretende manter relação construtiva com os Estados Unidos, buscando cooperação diante de desafios econômicos, sociais e de segurança na Europa. O posicionamento ocorre em meio a declarações de apoio do ex-presidente Donald Trump ao Orbán.

Sobre a Ucrânia, Magyar disse esperar um cesse-fogo possivelmente antes das eleições, seguido de um acordo de paz com garantias internacionais. O tema é central para a política externa húngara e para o papel do país no conflito.

Unfreeze EU Funds

A informação é de que a Tisza ampliou vantagem em pesquisas recentes frente ao governo de Orbán, segundo dados internos. O partido defende desbloquear recursos condicionados ao Estado de direito, com prioridade para o RRF e fundos de coesão.

Relação com EUA e Ucrânia

Magyar sustenta que, em caso de vitória, o governo buscará manter uma relação estável com Washington, visando estabilidade econômica e segurança. Sobre a Ucrânia, a proposta é apoiar o processo de paz, sem envio de tropas ou armamentos, conforme discurso da campanha.

Fonte: agências internacionais, com referência a Reuters.

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