- Partes do governo italiano fecharam acordo para uma reforma ampla da lei eleitoral, defendendo um sistema totalmente proporcional com maioria garantida a coalizões que obtenham mais de quarenta por cento dos votos.
- A coalizão de centro-direita, formada por Irmãos da Itália, Liga e Forza Italia, afirma que a mudança trará estabilidade e refletirá o voto dos eleitores.
- A oposição, formada pelo Partido Democrático e Movimento 5 Estrelas, critica a medida como manobra para manter Giorgia Meloni no poder.
- O texto prevê segundo turno apenas se as coalizões ficarem entre trinta e cinco e quarenta por cento, com necessidade de aprovação no Parlamento.
- A reforma ocorre em meio à campanha por um referendo sobre reforma da justiça em março, considerado um teste para Meloni antes das eleições de dois mil e vinte e sete.
O governo italiano chegou a um acordo sobre uma ampla reforma do sistema eleitoral, segundo duas fontes. A coalizão de centro-direita, formada pelo Brothers of Italy, pela Liga e pelo Forza Italia, apresentou a proposta em 26 de fevereiro, em Roma. O objetivo é substituir o modelo atual por um regime totalmente proporcional, com garantia de maioria para a coalizão que obtiver mais de 40% dos votos.
O plano também prevê um segundo turno apenas se as alianças atingirem entre 35% e 40% do total, e requer aprovação parlamentar para entrar em vigor. Atualmente, o sistema combina representação proporcional com 36% dos lugares disputados em distritos uninominais. A medida busca oferecer estabilidade e refletir com maior fidelidade o voto dos eleitores.
CHALLENGE FROM LEFT-WING BLOC
A oposição critica a manobra, afirmando que se trata de um movimento para manter Meloni no poder. O PD e o Movimento 5 Estrelas afirmam que a reforma altera regras em benefício de quem está no governo. A falta de acordo entre as forças de esquerda já foi apontada como risco para a formação de uma maioria estável.
A oposição destacava, ainda, que na eleição de 2022 o PD e o M5S não formaram uma frente comum, abrindo caminho para a vitória da coalizão de direita. Pesquisas indicam que, mesmo com menor votação, o bloco de esquerda pode ganhar mais assentos no Sul, influenciando o resultado no Parlamento.
CONTEXTO E PRÓXIMOS PASSOS
O tema ocorre em meio a uma campanha sobre uma reforma judicial em referendo, marcado para março. A data revela a importância estratégica do tema para Meloni antes das eleições nacionais previstas para 2027. A votação final depende de apoio no Legislativo.
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