- O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos concedeu um contrato de relações públicas no valor de US$ 250 mil à American Made Media Company (AMMC) LLC, uma consultoria de base republicana ligada a veteranos da campanha de Trump e a Corey Lewandowski.
- O edital, divulgado em 26 de setembro de 2025, previa serviços de consultoria em assuntos públicos para assessoria estratégica a autoridades da DHS, incluindo a secretária Kristi Noem, com foco em, entre outros, mídia alinhada às prioridades da agência.
- O processo teve prazo de propostas de apenas 31 horas e o contrato foi concedido quatro dias após a abertura, em suposta violação de diretrizes de aquisição federal.
- A AMMC reúne ex-funcionários de campanhas de Trump e atua em áreas como dados e pesquisas, correspondência direta e produção de filmes; uma empresa de nomenclatura similar já esteve associada a gastos da campanha de 2020.
- Especialistas em aquisição pública questionam a integridade do processo, cobrando maior transparência e destacando o uso de linguagem que privilegia lealdade partidária.
DHS concedeu um contrato de relações públicas de 250 mil dólares a uma consultoria política alinhada ao trumpismo, com ligações a ex-assessores da campanha de Donald Trump. O anúncio ocorreu por meio de registros públicos dos EUA, consultados pelo Guardian.
O edital de 26 de setembro de 2025 buscou serviços de consultoria de assuntos públicos para oferecer orientação estratégica a altos responsáveis do departamento, incluindo a então secretária Kristi Noem. O escopo previa presença de veículos de imprensa alinhados às prioridades do DHS e elaboração de posições públicas.
O processo seguiu rapidamente: as propostas deveriam ser apresentadas em 27 de setembro. Quatro dias depois, a contracting agency abriu caminho para a empresa vencedora, apesar de divergências com diretrizes de contratação federal.
A empresa vencedora e seus vínculos
A empresa vencedora foi a American Made Media Company LLC (AMMC), sediada em Arlington, Virginia, criada no início de 2025. A gestão é composta por veteranos de campanhas de Trump, incluindo Sean Dollman, Nick Trainer e Justin Clark, com histórico de cargos na primeira e na segunda campanhas presidenciais.
AMMC atua como conglomerado político com operações de dados, pesquisa, mala direta e produção de conteúdos de campanha. Uma empresa com nome similar já atuou como intermediária de grandes gastos de campanha em 2020, segundo a imprensa norte-americana.
Questionamentos e contexto legal
O contrato foi obtido em um prazo considerado curto, com seis propostas recebidas ao todo e início dos trabalhos poucos dias após a abertura das licitações. Especialistas apontam que a descrição do edital reforçou condições de propaganda alinhada a interesses do governo.
Organizações de fiscalização ressaltam que a legislação de compras públicas exige imparcialidade e combate a favorecimentos. Críticos destacam a percepção de conflito de interesses quando há forte influência de assessores próximos à liderança do DHS.
Reação e posição oficial
O DHS confirmou que suas compras seguem normas legais e de transparência, ressaltando que as contratações devem refletir a missão da agência e o uso responsável de recursos públicos. A secretaria afirmou ainda que a seleção busca empresas capacitadas e alinhadas com a agenda do órgão.
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