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Cubanos em Havana relatam cotidiano sob o pior momento de suas vidas

Cuba enfrenta o pior momento desde o período especial, com apagões imprevisíveis, preços elevados e queda de serviços em Havana

Personagens Cubanos - Arquiteta cubana Ivón Rivas Martinez, de 40 anos, mãe do Robin, de 9 anos. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
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  • Cuba vive crise energética agravada pelo endurecimento do embargo dos EUA desde final de janeiro, com apagões mais longos e imprevisíveis em Havana.
  • Os preços de itens básicos — como arroz, óleo e carne de frango — subiram, e a cesta básica subsidiada sofre com a queda da oferta.
  • Serviços essenciais, como água, telefonia e bancos, são prejudicados pela falta de energia.
  • O transporte público está reduzido e o transporte privado ficou mais caro, com viagens entre províncias ocorrendo com menor frequência.
  • A saúde pública enfrenta dificuldade de acesso a medicamentos e atendimentos, enquanto a educação tem se mantido estável, com atividades culturais mantidas.

Após o endurecimento do embargo energético dos EUA, cubanos em Havana relatam o que classificam como o pior momento econômico e social da ilha. A crise se intensifica desde o fim de janeiro, com impactos em serviços, preços e mobilidade. As famílias enfrentam apagões prolongados e desabastecimento.

Aumento de apagões, queda de serviços e alta de preços marcariam o cenário atual. Moradores destacam que o racionamento de energia ficou imprevisível, com períodos de 4 a 12 horas sem luz em curto espaço de tempo. A energia reduzida afeta água, telefonia e internet.

O que aconteceu e quando

O endurecimento do embargo, associado a restrições de petróleo, agravou a crise. Ao lado, o bloqueio naval dos EUA à Venezuela complica a compra de combustível. O efeito é sentido especialmente no interior, onde os apagões chegam a quase o dia inteiro.

Quem está envolvido

Ivón B. Rivas Martinez, arquiteta de 40 anos, mãe solo em Havana, descreve a situação. Feliz Jorge Thompson Brown, economista cubano aposentado, de 71, aponta a gravidade da crise energética. Ambos são moradores da capital.

Onde e por quê

A cidade de Havana concentra grande parte da energia gerada por termelétricas à base de combustível. O governo americano classifica Cuba como ameaça, enquanto o país busca manter serviços básicos diante da queda de fornecimentos.

Impactos nos serviços básicos

A interrupção energética prejudica água, bancos, telefonia e internet. Caixas eletrônicos param, cartórios ficam sem energia e procedimentos legais sofrem atrasos. Preços de arroz, óleo e carne de frango sobem rapidamente.

Transporte e mobilidade

O transporte público opera com peças em falta, linhas reduzidas e menor frequência. O serviço privado tornou-se menos viável, elevando o custo de deslocamentos. Veículos elétricos públicos também demonstram alcance limitado.

Saúde e medicamentos

O acesso a consultas e medicamentos fica comprometido. Médicos enfrentam dificuldades de deslocamento; emergências recebem prioridade, enquanto o tratamento contínuo de doenças crônicas é afetado pela desorganização do abastecimento.

Educação e cultura

A educação mantém atividades básicas, com escolas próximas às residências. Centros culturais continuam oferecendo atividades gratuitas, mantendo ritmo educacional para crianças, apesar da escassez de combustível.

Perspectivas

Para Ivón Rivas, o objetivo político dos EUA não seria atingido pela crise; muito cubanos buscam alimentação e mobilidade como prioridade. Feliz Thompson ressalta que o bloqueio dificulta o bem-estar social, mas Cuba segue buscando avanços.

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