- A senadora Damares Alves afirma que a nota do Ministério das Relações Exteriores sobre a guerra no Irã mostra que Lula “escolheu o lado da opressão” ao se omitir.
- Ela também diz que houve omissão do governo brasileiro para tentar o retorno de 19 mil crianças ucranianas sequestradas pela Rússia.
- O governo divulgou nota condenando ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, dizendo que a diplomacia é o caminho para a paz.
- Damares fez as declarações ao abrir uma exposição fotográfica promovida pela Polônia no Senado sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia.
- A mostra, organizada pela embaixada da Polônia com apoio da embaixada da Ucrânia e de senadores, exibe Crimes na guerra e a resistência civil ucraniana.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a nota do Ministério das Relações Exteriores sobre a guerra no Irã mostra que o governo de Lula escolheu o lado da opressão ao se omitir. Ela citou ainda a não participação do Brasil em esforços para trazer de volta 19 mil crianças ucranianas sequestradas pela Rússia.
Damares argumentou que a posição do Brasil na ONU, ao se abster de uma votação que pedia o fim da invasão russa, reforça a leitura de apoio a regimes ditatoriais. A senadora disse que não há neutralidade em conflitos envolvendo opressão e opressores.
Ela também afirmou que o peso dessa postura externa deverá influenciar a eleição de 2026, dizendo que pretende lembrar o público brasileiro do momento. A fala ocorreu durante abertura de uma exposição de fotografia promovida pelo governo da Polônia no Senado.
Embaixadas organizam exposição no Senado sobre guerra
A embaixada da Polônia inaugurou a exposição fotográfica Invasão da Ucrânia pela Rússia, no Senado Federal, nesta terça-feira. O projeto exibe imagens do fotógrafo Wojciech Grzędziński para evidenciar os impactos da guerra.
O evento é descrito como um gesto diplomático de solidariedade à Ucrânia, com participação de representantes poloneses e da embaixada da Ucrânia. Diplomatas destacaram a importância de mostrar a realidade vivida pela população civil.
O embaixador polonês, Andrzej Cieszkowski, ressaltou que a exposição simboliza a memória e o apoio internacional à Ucrânia. O representante ucraniano, Oleg Vlasenko, enfatizou o compromisso com o direito internacional e a defesa do povo ucraniano.
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