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Merz diz a Trump que Ucrânia não deve ceder mais território

Merz afirma que Kiev não deve ceder mais território; Trump diz que encerrar a guerra é prioridade, com EUA reafirmando apoio a Kyiv

German chancellor Friedrich Merz talks to Donald Trump during a meeting in the Oval Office on Tuesday. Merz said he told the US president Ukraine has to preserve its territorial integrity.
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  • O chanceler alemão Friedrich Merz, em Washington, disse ter enfatizado a necessidade de a Ucrânia não ceder mais território e de manter o apoio da comunidade internacional.
  • Merz mostrou um mapa a Donald Trump e afirmou que o presidente americano entendeu o ponto, ressaltando que a guerra deve terminar, mas a Ucrânia precisa preservar território e interesses de segurança.
  • Trump garantiu que negociar um acordo para encerrar a guerra continua muito prioritário e mencionou disponibilidade de munições para combater o Irã e vendê-las à Europa para uso na Ucrânia.
  • Merz pediu aumentar a pressão sobre Vladimir Putin, dizendo que a Rússia age para ganhar tempo e que apenas um acordo com o apoio europeu seria duradouro.
  • Outros desdobramentos: a Bélgica apreendeu o petroleiro ligado à “shadow fleet” russa por infrações; a Otan informou o uso de um dron de baixo custo americano (LUCAS) inspirado no modelo iraniano; e Bruxelas discute o gasoduto Druzhba e o empréstimo de quarenta e cinco bilhões de euros à Ucrânia.

Friedrich Merz, chanceler alemão, esteve em Washington para conversas com o presidente Donald Trump e ressaltou que a Ucrânia não deve ceder mais território. A declaração ocorreu durante a visita de Merz, em meio ao quarto aniversário da invasão russa. Ele pediu apoio contínuo a Kyiv, destacando que o objetivo é encerrar a guerra o quanto antes sem abrir mão da integridade ucraniana.

Trump respondeu que buscar um acordo para acabar o conflito continua entre suas prioridades. O presidente também afirmou que os EUA dispõem de mísseis suficientes para enfrentar o Irã e que poderiam ser vendidos a Europa para uso na Ucrânia, segundo registro de assessores presentes na reunião.

Merz pediu ainda maior pressão sobre Vladimir Putin, afirmando que a Rússia joga para o tempo e atua contra a vontade do ocupante da Casa Branca. Segundo o chanceler, apenas um acordo com apoio europeu pode ser duradouro, rejeitando um acordo negociado sem participação da Europa.

Caso naval e sanções na prática

A Bélgica determinou a fiança de 10 milhões de euros para a possível liberação do navio-tanque suspeito de pertencer à chamada “shadow fleet” russa, o Ethera. Inspectores encontraram 45 infrações após o cargueiro ter sido detido no Mar do Norte, na região de Zeebrugge, por forças especiais belgas.

O governo acionou que o navio só deixará o porto quando estiver em conformidade com as normas e o depósito estiver pago. O capitão russo e a tripulação de 20 pessoas permaneceram a bordo. Autoridades russas haviam classificado as ações como pirataria.

Avanços tecnológicos e cenários de defesa

Os EUA implantaram um drone de ataque de baixo custo, o LUCAS, inspirado no modelo Shahed, para acelerar programas de armas após o impacto da guerra na Ucrânia. A divulgação, ocorrida oito meses após a apresentação, reflete lições obtidas com o uso de drones por ambas as partes no conflito.

Especialistas destacam que o LUCAS representa uma resposta rápida a táticas de combate com baixo custo, ampliando o arsenal tecnológico disponível para operações futuras na região.

Energia, sanções e cooperação europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, discutiram o gasoduto Druzhba, foco de atritos com Hungria e Eslováquia, que dificultam a aprovação de um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia. A Comissão confirmou a conversa, sem detalhes adicionais.

Von der Leyen também mencionou, em rede social, temas como as sanções à Rússia, impactos do conflito no Oriente Médio sobre preços de energia e a disponibilidade de materiais de defesa. As informações indicam um cenário de negociações contínuas entre União Europeia e Kyiv para apoio econômico e estratégico.

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