- Lula participou da abertura de evento da ONU sobre fome em Brasília e criticou o discurso militarista de Donald Trump.
- Disse que governos devem priorizar produção de alimentos e combate à fome em vez de investir em armas.
- Comentou indiretas a Trump e citou Cuba e Haiti, sugerindo que Cuba sofre com bloqueios e que Haiti enfrenta violência e fome.
- Acompanhou a fala a presença da FAO, com o diretor-geral Qu Dongyu, e defendeu o papel da ONU.
- O evento é a 39ª Sessão da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, que vai até sexta-feira, dia 6.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da abertura de um evento da ONU sobre a fome, em Brasília, e repetiu críticas à militarização e à política externa dos Estados Unidos, destacando a necessidade de destinar recursos à comida. O discurso ocorreu na 39ª Sessão da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe.
Lula dirigiu seus argumentos aos ministros e autoridades presentes, questionando por que Donald Trump enfatiza capacidades bélicas quando poderia enfatizar a produção e distribuição de alimentos. O tom foi de cobrança por prioridades globais voltadas à fome.
O petista ressaltou que governos devem reduzir gastos com armamentos e ampliar ações contra a fome, afirmando que a invisibilidade dos pobres compromete soluções. A intervenção foi apresentada como parte de uma retórica constante do presidente.
Defesa da ONU e críticas ao multilateralismo
Em sua fala, Lula agradeceu à FAO pelo papel da ONU, defendendo a instituição diante de críticas ao multilateralismo. O brasileiro citou falas sobre o papel da organização na forma como é exercido o poder global.
O presidente também mencionou o chamado Conselho de Paz, criado por Trump, para reconstruir Gaza. Sem mencionar datas, Lula alto-clarou que intervenções militares não podem disfarçar danos humanos e campanhas de reconstrução sem transparência.
Cuba, Haiti e próximos encontros
Lula comentou a situação de Cuba, afirmando que o bloco enfrenta dificuldades alimentares devido a restrições externas, enquanto apontou para o Haiti como país igualmente afetado por problemas de fome e de violência.
A audiência ouviu ainda que haverá reunião entre Lula e Trump nos próximos meses, sem data definida, para tratar de comércio, segurança e narcotráfico, entre outros temas. A organização do evento segue em Brasília até sexta-feira.
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