- Benjamin Netanyahu aposta a própria viabilidade política na guerra contra o Irã, com eleições em Israel previstas até 27 de outubro.
- O primeiro-ministro afirmou que vínculos próximos com Washington permitiram alcançar, após a morte do líder iraniano, o que “havia sido buscado há quarenta anos” contra Teerã.
- A popularidade de Netanyahu caiu desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023, e ele não tem maioria parlamentar devido a atritos com setores ultraortodoxos.
- Analistas dizem que, se as eleições fossem hoje, o Likud poderia vencer, mas uma guerra prolongada pode mudar o cenário e reduzir o apoio público diante de custos elevados.
- Especialistas destacam que o objetivo de “vitória total” pode fortalecer a imagem de Netanyahu, mas alertam para incertezas políticas caso o conflito se estenda.
Benjamin Netanyahu aposta seu futuro político na escalada do conflito com o Irã, em meio às eleições previstas em Israel até 27 de outubro. O primeiro-ministro tenta capitalizar o apoio de Washington e apresentar resultados militares como suporte à sua liderança. A ofensiva ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei e intensificação de ataques aéreos.
O premiê, de 76 anos, enfrenta desgaste causado pela guerra em Gaza e questionamentos sobre a responsabilidade pública pelo ataque de Hamas em 7 de outubro de 2023. Ele comanda o governo com apoio fragmentado após crises com setores ultraortodoxos e sem maioria estável no parlamento.
Netanyahu também enfrenta um processo judicial por acusações de corrupção e já pediu eventual perdão presidencial. A pressão externa inclui mensagens do governo dos EUA, com indicativos de influência de aliados na condução de políticas internas.
Contexto estratégico
Analistas apontam que a ofensiva contra o Irã pode reforçar a imagem de Netanyahu como líder capaz de conduzir uma vitória ampla, sob o lema de “vitória total”. Pesquisas indicam vantagem eleitoral do Likud caso as eleições ocorressem hoje, embora ainda não haja maioria estável no governo.
Desdobramentos políticos
Especialistas ressaltam que a duração do conflito pode redefinir o cenário político. Um desfecho rápido pode consolidar a posição de Netanyahu, enquanto uma extensão prolongada da guerra tende a exigir sacrifícios públicos e pode minar o apoio ao governo. O equilíbrio entre segurança e custo de vida é apontado como fator-chave para o voto.
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