- O governador da Califórnia, Gavin Newsom, comparou Israel a um “estado de apartheid” durante um evento em Los Angeles para promover seu livro Young Man in a Hurry.
- Questionado sobre repensar a parceria militar dos EUA com Israel, ele disse que é uma conversa real a ser travada, citando o conflito regional com o Irã.
- A crítica envolve o líder israelense, Bibi Netanyahu, eleições iminentes e setores mais duros que defendem a anexação da Cisjordânia; Thomas Friedman também foi citado.
- Newsom já havia criticado Netanyahu e a decisão de Donald Trump de apoiar ataques a Israel, afirmando que esse alinhamento precisa ser reavaliado.
- Em entrevista anterior, Newsom afirmou amar Israel, mas condenou a condução de Netanyahu e descreveu as ações em Gaza como desproporcionais.
Gavin Newsom, governador da Califórnia, disse que Israel está próximo de se tornar um “estado de apartheid” em comentários feitos durante a promoção de seu livro em Los Angeles. A fala ocorreu em meio a perguntas sobre a parceria militar dos EUA com Israel e a atuação militar na região.
O governante, visto como possível candidato à indicação presidencial em 2028, afirmou que a liderança atual de Israel está colocando os Estados Unidos em uma posição desconfortável. Ele citou custos de vida elevados, a existência de uma guerra regional com apoio de terceiros e episódios de suposta corrupção como fatores relevantes para a discussão.
Durante o evento, Newsom também mencionou a possibilidade de o premier israelense, Benjamin Netanyahu, enfrentar consequências políticas internas em razão de eleições próximas e de posições de apoio a medidas controversas na região. Ele associou essas dinâmicas a um debate sobre interesses dos EUA.
Contexto e desdobramentos políticos acompanham o caso. Newsom tem criticado a condução da guerra de Israel em Gaza e, em ocasiões anteriores, já questionou a estratégia de parceria com o governo de Netanyahu, além de ter feito críticas à postura de Donald Trump em relação ao Irã.
Repercussões políticas
Em conversas públicas anteriores, o governador manteve uma posição de apoio a Israel, ao mesmo tempo em que expressou reservas sobre a forma de gestão do conflito e sobre declarações de líderes israelenses. A fala de Newsom ocorre em meio a um debate nacional sobre política externa e alianças estratégicas no Oriente Médio.
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