- A Rússia afirmou que o plano da França de expandir seu arsenal nuclear é altamente destabilizador e pode representar uma ameaça para Moscou.
- Macron anunciou, na segunda-feira, que o tamanho do arsenal francês será ampliado e que outros países europeus poderão participar de exercícios nucleares franceses.
- França e Alemanha criaram um grupo de orientação nuclear para discutir questões de dissuasão.
- A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que o anúncio é um desenvolvimento extremamente destabilizador e aumentaria o potencial nuclear da Otan, podendo ser utilizado de forma coordenada em caso de conflito com a Rússia.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a medida valida a posição de que armas nucleares francesas e britânicas devem fazer parte de futuras negociações sobre o equilíbrio nuclear global, com a Rússia aberta a talks após o fim do New Start.
A Rússia afirmou nesta quarta-feira que o plano da França de ampliar seu arsenal nuclear é uma medida altamente destabilizadora e representa uma potencial ameaça a Moscou. O anúncio foi feito em meio a discussões sobre exercícios nucleares europeus que podem envolver aliados. O relato cita declarações de Emmanuel Macron, feitas na segunda-feira, sobre a participação de outros países europeus nesses exercícios.
O Ministério das Relações Exteriores russo destacou que a decisão aumenta o potencial nuclear da OTAN e poderia ser usado de forma coordenada em caso de conflito direto com a Rússia. A mensagem foi transmitida por porta-voz Maria Zakharova, que disse que o movimento é uma mudança significativa no cenário de segurança.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que a ação francesa valida a posição de Moscou de incluir armas francesas e britânicas em futuras negociações sobre o equilíbrio nuclear global. A Rússia sinalizou Interesse em conversas, após o fim do acordo New START no mês passado.
Desdobramentos diplomáticos
Rússia observa que o New START expirou, o que aumenta a expectativa por novos entendimentos sobre controles de armamentos. O tema surge em meio a debates sobre a extensão da proteção nuclear europeia e a participação de aliados da França. A situação diverge de abordagens anteriores.
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