- O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França não participa da guerra contra o Irã e não estará envolvida em operações ofensivas.
- Paris tem apoiado ações defensivas no Mediterrâneo e na região do Golfo, mas não integrará operações com os EUA nem utilizará suas bases para ações de combate no Irã.
- Países aliados buscam formar coalizão para proteger a liberdade de navegação e garantir o funcionamento do estreito de Ormuz.
- Macron informou que serão disponibilizados veículos blindados de transporte e suporte operacional aos Forças Armadas do Líbano, além de ajuda humanitária para civis deslocados.
- O presidente pediu que Hezbollah renuncie às armas, respeite o interesse nacional libanês e contribua para evitar a nova escalada no Líbano, buscando conter o conflito entre Hezbollah e Israel.
París mantém a posição de não intervenção no conflito envolvendo Irã. Em uma sessão de perguntas e respostas no Instagram, o presidente Emmanuel Macron reiterou que a França “não forma parte” da guerra e não está em combate. O comunicado busca acalmar temores sobre envolvimento francês.
O governo francês tem apoiado operações defensivas no Mediterrâneo e no Golfo, sem participação em ações ofensivas ou em operações conjuntas com os EUA. Além disso, Paris não permitirá o uso de suas bases para missões de combate contra o Irã, autorizando apenas reabastecimento em uma base.
A França tenta formar uma coalizão para proteger a liberdade de navegação e garantir o funcionamento do estreito de Ormuz, evitando interrupções no trânsito de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, há preocupação com a possível escalada para o Líbano, diante de tensões entre Israel e Hezbollah.
Impactos no Líbano
Macron afirmou, em rede social, que tudo deve ser feito para evitar que o Líbano seja arrastado a uma nova guerra. O objetivo é reduzir a escalada na região e impedir uma ampliação do conflito. O presidente pediu esforço diplomático para conter os confrontos.
O governo francês informou que poderá fornecer apoio às Forças Armadas Libanesas, incluindo veículos blindados de transporte, além de suporte logístico e operacional. Também já há envio de ajuda humanitária para deslocados no sul do Líbano, com medicamentos e abrigos em trânsito.
Fontes diplomáticas destacam que França busca flexibilizar o envolvimento europeu, mantendo neutralidade, ao mesmo tempo em que monitoriza a evolução na região e as ações de Hezbollah. A visão é evitar que a crise regional reverbere de forma desorganizada no Líbano.
Entre na conversa da comunidade