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Frederik Pleitgen, único jornalista ocidental no Irã, enfrenta responsabilidade

Pleitgen, único correspondente ocidental com visto no Irã, diz que estar no terreno é grande responsabilidade e revela panorama difícil de cobrir o conflito

Fred Pleitgen and Claudia Otto report from Tehran's Shahran oil depot on 8 March.
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  • Frederik Pleitgen, repórter sênior internacional da CNN, foi o único jornalista ocidental autorizado a cobrir a guerra no Irã, com visto emitido pelo governo local, durante uma semana.
  • Ele relatou que, apesar das restrições, conseguiu realizar a cobertura e informou manter a segurança enquanto o país passa por conflito, incluindo uma saída de site após ouvir fogo antiáereo.
  • Não houve minder durante a visita; havia apenas um tradutor contratado, com orientações da cultura ministerial sobre locais sensíveis e necessidade de avisar antes de deslocamentos.
  • Pleitgen afirmou que enfrentou críticas e dúvidas sobre a cobertura por parte de setores nos Estados Unidos, mas disse compreender o debate e que “é melhor estar no terreno que não estar”.
  • O repórter indicou planos de retornar ao Irã, já que considera importante acompanhar a evolução do conflito e as reações da população, apesar das dificuldades de acesso.

Frederik Pleitgen, repórter internacional sênior da CNN, passou uma semana no Irã como o único jornalista ocidental autorizado a reportar no país. A viagem ocorreu em meio a um conflito em curso, com Pleitgen recebendo visto após solicitação às autoridades iranianas.

Apesar da experiência prévia em zonas de conflito, ele relatou que a presença no Irã foi desafiadora e acompanhada de críticas externas. Em meio a ataques virtuais de rivais políticos, Pleitgen manteve a linha de que estar no terreno é essencial para a cobertura.

O repórter descreveu que a viagem exigiu cautela: não houve um supervisor local fixo, apenas um tradutor pago, com orientações da ministra da Cultura para evitar áreas sensíveis. A imprensa recebeu restrições para áreas com maior presença de forças de segurança.

Contexto da viagem

A presença de Pleitgen no Irã gerou debate nos EUA, incluindo críticas a redes e decisões de entrevista com assessores da política externa do líder supremo. Ele afirmou aceitar as críticas, argumentando que o jornalismo no terreno é mais preciso que relatos por videoconferência.

Pleitgen destacou ainda que a cobertura buscou equilibrar o interesse internacional com as limitações impostas pelo governo iraniano. O repórter indicou que o objetivo era mostrar o que ocorria no terreno, incluindo impactos da ofensiva bélica na região.

Segurança e operacionalidade

Durante a passagem pelo país, o jornalista e a produtora Claudia Otto chegaram a deixar um local após ouvir tiros de defesa antiaérea e uma explosão. O incidente evidenciou os riscos inerentes à cobertura em zonas de conflito.

Em Teerã, a equipe permaneceu em um hotel no setor norte da cidade, considerado relativamente seguro. Quando houve bombardeios, optaram por se abrigar no térreo, buscando reduzir exposição a possíveis impactos.

Pleitgen afirmou que a experiência, embora marcada por limitações, permitiu cobrir aspectos da guerra e do apoio ao governo local entre a população. O repórter informou que pretende solicitar novo visto para retornar ao país em breve.

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