- O Programa Mundial de Alimentos prevê que, até junho, mais 45 milhões de pessoas entrem em fome aguda por causa da guerra no Irã.
- A crise é causada pela intensificação dos ataques de Israel e dos Estados Unidos, que prejudicam rotas de ajuda humanitária e atrasam remessas de vida.
- O total global de pessoas em fome aguda pode ultrapassar o recorde atual de 319 milhões.
- Os custos de remessa subiram 18% desde o início dos ataques, com alguns envios sendo redirecionados.
- Além disso, os doadores estão reduzindo gastos do PMA, priorizando defesa e agravando o aperto financeiro para a organização.
De acordo com uma análise do Programa Mundial de Alimentos, a continuidade da guerra no Irã pode ampliar consideravelmente a fome global até junho. O conflito envolve ataques de Israel e dos EUA contra o Irã, iniciados no fim de fevereiro, que têm prejudicado rotas de ajuda humanitária.
A projeção aponta que 45 milhões de pessoas poderão entrar em fome aguda, elevando o total mundial acima do recorde atual de 319 milhões. O aumento é atribuído aos custos crescentes de alimentos, petróleo e transporte gerados pelo conflito.
Carl Skau, executivo adjunto do PMA, afirmou que a situação representa uma queda de condições já precárias, com a fome em patamar histórico. O custo de remessas subiu 18% desde o início dos ataques, pressionando ainda mais os doadores.
Causas e impactos globais
O PMA destaca que os gastos com remessas aumentaram devido a dificuldades logísticas e redirecionamento de recursos. Além disso, cortes de financiamento se intensificaram, com doadores priorizando defesa ao invés de assistência. As consequências são sentidas em crises já existentes, que dependem de ajuda externa.
Entre na conversa da comunidade