- Trump afirma que os EUA possuem o exército mais forte do mundo e não precisam de aliados para agir no estreito de Ormuz, apesar de pressionar europeus e outras nações para formar uma coalizão.
- UE, OTAN e várias capitais recusaram participar da ofensiva para desobstruir Ormuz, passagem que concentra cerca de vinte por cento do petróleo mundial.
- o presidente disse que países estariam “em caminho” para ajudar; Marco Rubio ficaria responsável por detalhes da entente, sem prazo definido.
- os EUA realizaram ataque à ilha de Jarg, busca por retomar o tráfego no estreito; o preço da gasolina subiu nos Estados Unidos.
- Alemanha, Itália, Japão, Austrália e Reino Unido se recusaram a enviar navios; Espanha impediu aumento do gasto militar; China e EUA discutem cúpula, com possível adiamento pela guerra.
O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão militar sobre Irã, buscando uma coalizão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz, ponto estratégico que hoje está bloqueado por Teerã e que sustenta grande parte do fluxo global de petróleo e gás.
A ofensiva ocorreu em meio a recuos e divergências entre Washington e seus principais aliados europeus, além de China, Coreia do Sul e Japão. Mesmo assim, Trump afirmou buscar apenas um teste de lealdade, dizendo não precisar de ajuda externa.
No discurso em Washington, o presidente reforçou que os EUA possuem o exército mais poderoso e levantou a possibilidade de uma coalizão que não envolva muitos confrontos diretos. Não ficou claro quais países estariam dispostos a participar.
Enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado, as capitais europeias, a União Europeia e a OTAN recusaram a ideia de se somar a uma operação de reabertura com consequências imprevisíveis para o comércio global.
Trump mencionou que o apoio de aliados seria útil para proteger seus territórios, especialmente porque Ormuz é visto como território de interesse estratégico. Em entrevista ao Financial Times, porém, o presidente sugeriu que o futuro da OTAN poderia sofrer se não houver cooperação.
As consequências da crise já impactam a economia mundial. O preço da gasolina variou nos EUA, com o barril mantendo níveis elevados, em meio a interrupções no fornecimento associadas ao conflito.
O governo dos EUA também anunciou ações militares direcionadas, incluindo um ataque contra a ilha de Jarg, nas proximidades do Estreito, alegando foco em alvos de natureza militar. A operação não visou instalações de refino de petróleo iraniano, segundo a administração.
No fim de semana, Trump pediu que países como China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros enviem navios de guerra para manter o trânsito no estreito. Ao longo da semana, ele ampliou a pressão sobre aliados para aumentar gastos de defesa.
Diversos governos europeus e aliados da região reiteraram que não desejam se envolver no conflito no Oriente Médio. Alemães, italianos, britânicos e espanhóis destacaram que a situação não é uma guerra theira nem uma responsabilidade direta para eles.
Para justificar o recuo de alguns parceiros, o porta-voz da Casa Branca afirmou que o objetivo é obrigar aliados a protegerem seus próprios territórios diante de ameaças ao trânsito marítimo. Se a cooperação não ocorrer, as consequências são consideradas incertas.
No domingo, Trump disse que manteve conversas com sete países para formar uma coalizão capaz de restabelecer o tráfego em Ormuz, sem indicar nomes. Ele afirmou que a cooperação seria necessária para evitar consequências econômicas maiores.
Enquanto isso, a China foi aconselhada a participar, dadas suas dependências energéticas do Golfo. Pequim, por sua vez, indicou que continua em contato com Washington, mas não confirmou planos para uma cúpula iminente durante a crise.
O andamento da crise e as respostas internacionais mantêm o mercado global de energia volátil, com impactos potenciais sobre preços, cadeias de suprimento e estratégias diplomáticas futuras entre os países envolvidos.
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