- Zelenskyy afirmou que 201 especialistas militares anti‑drone estão no Oriente Médio para defender a região contra drones Shahed; mais 34 estão prontos para atuar; equipes já estão nos Emirados Árabes, no Catar, na Arábia Saudita e a caminho do Kuwait.
- O presidente alertou deputados britânicos de que o avanço da tecnologia de drones pode permitir ataques de redes criminosas e de autores isolados, não apenas de líderes poderosos.
- A chefe de política externa da União Europeia, a governante estoniana Kaja Kallas, disse que a Rússia pode se beneficiar com preços de energia mais altos e com o redesenho de defesas aéreas; não se pode normalizar relações com Moscou.
- Kiev aceitou o apoio técnico e financiamento da UE para restaurar o fluxo de petróleo pelo gasoduto Druzhba; o retorno de entregas russas para Hungria e Eslováquia deve levar semanas.
- Governo britânico prepara processo contra o bilionário russo Roman Abramovich após ele não cumprir prazo para liberar 2,4 bilhões obtidos com a venda do Chelsea FC.
Volodymyr Zelenskyy informou que 201 especialistas militares anti—drone já atuam no Oriente Médio para defender a região contra drones Shahed de origem iraniana, e outros 34 estariam prontos para deployment. Ele afirmou que as equipes estão no Emirados Árabes, no Qatar, na Arábia Saudita e a caminho do Kuwait.
O presidente ucraniano destacou em fala ao parlamento britânico que o tema vai além de regimes isolados, apontando riscos de ataques por redes criminosas, grupos terroristas e atiradores solitários à medida que a tecnologia de drones avança. A visita ocorreu em Londres, onde recebeu o primeiro-ministro britânico Keir Starmer.
A chefe de política externa da UE, Kaja Kalas, alertou que a Rússia pode se beneficiar com preços altos de energia e com o redirecionamento de defesas avançadas da Ucrânia para o Oriente Médio, mas assegurou que a Ucrânia continua prioridade de segurança europeia. Kalas pediu vigilância e resistência a normalizar relações com Moscou.
O presidente finlandês, Alexander Stubb, concordou, dizendo que a guerra na região afeta a Ucrânia principalmente por impactos no preço do petróleo, o que financia a máquina de guerra russa. O governo dos EUA suspendeu temporariamente algumas sanções a óleo russo para reduzir impactos globais, medida criticada por líderes europeus.
A Ucrânia aceitou a oferta da UE de apoio técnico e financiamento para restaurar fluxos de petróleo pelo oleoduto Druzhba danificado, porém sinalizou que a retomada de crudes russos para Hungria e Eslováquia ainda pode levar semanas. Zelenskyy informou que reparos avançam e a estação de bombeamento deve ficar operacional em 1,5 mês, se não houver novos ataques.
Hungria e Eslováquia ficaram cortadas do petróleo russo via Druzhba desde o fim de janeiro após Kyiv afirmar que houve ataque russo ao equipamento da tubulação. Kiev nega que tenha retardado a retomada; ambos os governos apontam atrasos por Kyiv.
O Reino Unido prepara possível ação judicial contra Roman Abramovich após ele não cumprir o prazo para repassar 2,4 bilhões de libras obtidos com a venda do Chelsea, em 2022. A venda ocorreu sob pressão do governo britânico devido à invasão da Ucrânia; o dinheiro deveria financiar vítimas de guerra conforme licença.
O Ministério da Defesa da Romênia informou ter procurado fragmentos de drones perto da vila Plauru, do outro lado do Danúbio em relação à Ucrânia, depois de ataque noturno russo a infraestrutura. Dois jatos F-16 foram destacados para monitorar a área e moradores foram orientados a buscar abrigo.
O chanceler turco, Hakan Fidan, reiterou a disposição de sediar a próxima rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia, em contato com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores da Turquia.
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