- Quatro oficiais foram presos pela Polícia Militar do Exército, suspeitos de envolvimento no ataque com ácido a um ativista antihalter do papel do exército na vida civil, ocorrido em 12 de março.
- Os suspeitos pertencem a uma unidade de inteligência do Exército, e também haveria integrantes da Marinha e da Força Aérea entre os envolvidos, segundo o general Yusri Nuryanto.
- Andrie Yunus, vice-coordenador da Comissão para Pessoas Desaparecidas e Vítimas de Violência (KontraS), teve queimaduras em 20% do rosto e do corpo.
- As autoridades dizem que investigam possíveis motivações e a eventual ordem de superiores, além de confirmar que os investigados devem responder a um processo militar por agressão grave, com pena de até sete anos.
- A família do ativista e advogados questionaram a transparência da apuração e defendem a criação de uma comissão independente para esclarecer os responsáveis e financiadores do suposto ataque.
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Indonesia prende quatro oficiais militares suspeitos de envolvimento em ataque com ácido contra ativista
Os militares da Indonésia anunciaram a prisão de quatro oficiais suspeitos de envolvimento em ataque com ácido a um ativista crítico à expansão do papel das Forças Armadas na vida civil. O ataque ocorreu em 12 de março, em Jacarta, quando a vítima, Andrie Yunus, líder de uma organização de direitos humanos, sofreu queimaduras em 20% do rosto e do corpo após being atingido por ácido atirado por criminosos em uma moto.
Os suspeitos integram uma unidade de inteligência da polícia militar, com ligações à Marinha e à Força Aérea, segundo o major-general Yusri Nuryanto, comandante da Polícia Militar das Forças Armadas. Ele afirmou que os quatro já foram conduzidos para a sede da polícia militar para investigação minuciosa. A apuração busca esclarecer possíveis vínculos com ordens superiores.
A investigação também analisa o possível motivo do ataque, incluindo a hipótese de mando de superiores. Os suspeitos devem enfrentar um inquérito da Polícia Militar e, posteriormente, julgamento militar por lesões graves, com pena de até sete anos de prisão, informou o oficial.
Yunus é tido como crítico da ampliação do papel do Exército na política do país. O ataque ocorreu após a gravação de um episódio de podcast sobre o tema. O responsável pela defesa do ativista pediu transparência na apuração e a formação de uma comissão independente para esclarecer a suposta operação por trás do crime.
Asep Edi Suheri, chefe da polícia de Jacarta, confirmou que quatro suspeitos são acusados de envolvimento no ataque, enquanto Iman Imanuddin sugeriu que outras pessoas podem ter participado. O caso já é alvo de escrutínio público, com membros da comunidade de direitos humanos cobrando diligência adicional para identificar mandantes e financiadores.
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