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Três questões sobre o Irã: menos religioso e história feminista

Três pontos ajudam a entender o Irã: o peso da religião, o papel da Guarda Revolucionária na política e o florescimento do movimento feminista desde 2000

Una mujer pasa junto a un mural de una escuela primaria del centro de Teherán, Irán, el 28 de enero de 2026.
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  • A guerra entre Israel e Estados Unidos levou a um interesse mundial em Irã, com perguntas sobre religião, secularismo, regime e futuro democrático.
  • Sobre o peso da religião, muitos enxergam ações iranianas por meio do islamismo, mas a prática religiosa no país é entre as menos intensas da região e a religião é usada politicamente.
  • O regime passa por uma influência cada vez maior da Guarda Revolucionária, que controla segurança, programas nucleares, milícias e uma parte significativa da economia, funcionando como poder oculto.
  • Irã ganhou proeminência de movimento feminista a partir de 2022, após a morte de Mahsa Amini; de longo curso, as iranianas já lutavam contra o uso obrigatório do véu e pela igualdade legal.
  • O movimento feminino busca o fim da teocracia, liberdade de expressão e direitos humanos, ampliando debates sobre autonomia, participação política e direitos das mulheres.

O texto analisa três aspectos essenciais para entender o Irã: o peso da religião, o papel do exército e a posição da mulher. Ele contrapõe estereótipos sobre um país supostamente imerso em religiosidade com uma trajetória feminista de longa data e uma estrutura militar influente.

A leitura destaca que a religião não é estática nem unilateral. Embora a República Islâmica tenha institucionalizado a fé desde 1979, a sociedade iraniana apresenta secularização e distanciamento de interpretações oficiais entre parte da população.

Observa também que o Irã já funciona como regime com forte influência militar. A Guarda Revolucionária controla áreas como segurança, programas nuclear e relações com milícias, além de atuar economicamente em setores estratégicos, fortalecendo sua relevância institucional.

Outro eixo é o feminismo no país. A partir de 2022, após a morte de Mahsa Amini, mulheres passaram a receber apoio masculino e juvenil, impulsionando protestos que exigem fim da teocracia, liberdade de expressão e direitos humanos, incluindo igualdade legal.

O peso da religião

Compreende-se que a leitura do Islã no Irã não se reduz a uma guerra civilizacional. As diferenças entre chiismo e sunismo não explicam sozinhos as decisões políticas. A presença de uma religião institucionalizada convive com uma sociedade cada vez mais secular.

Um regime com traços militares

Especialistas apontam que a estrutura militar já domina muitos aspectos da governança. A Guarda Revolucionária, além de funções de defesa, mantém influência sobre a economia e a política, o que remete a um poder de facto mais do que de direito dentro do Estado.

O avanço do feminismo

A mobilização liderada pela população feminina, especialmente a partir de 2022, sinaliza mudanças no papel das mulheres na sociedade. O movimento Mulher, Vida e Liberdade ganhou apoio de diversas parcelas da população, ampliando o debate sobre direitos civis e participação política.

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