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Petroleiro russo chega a Cuba; Moscou promete apoio a Havana

Navio petroleiro russo chega a Cuba com 100 mil toneladas, e Moscou promete apoio contínuo enquanto o bloqueio dos EUA persiste há três meses

Pessoas se reúnem para pegar água em caminhão-pipa em Havana 19/03/2026 REUTERS/Norlys Perez
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  • A Rússia informou que o petroleiro Anatoly Kolodkin chegou a Cuba com cem mil toneladas métricas de petróleo bruto e descarregaria no porto de Matanzas.
  • Moscou disse que ficará ao lado de Havana e trabalhará para a chegada de mais suprimentos, mesmo diante do bloqueio dos Estados Unidos.
  • Os EUA cortaram as exportações de petróleo da Venezuela para Cuba após a derrubada de Nicolás Maduro, em janeiro, e Trump ameaçou tarifas a quem enviasse petróleo para Cuba; ele sinalizou apoio à energia cubana no fim de semana.
  • Cuba não recebia um navio petroleiro há três meses, o que provocou apagões e elevou o risco de mortalidade de pacientes com câncer.
  • Dados de rastreamento mostram que o navio deixou Primorsk, no Báltico, em oito de março e segue pela costa norte de Cuba.

O petroleiro russo chegou a Cuba nesta segunda-feira, 30 de março, com 100 mil toneladas métricas de petróleo bruto. A embarcação Anatoly Kolodkin chegou ao porto de Matanzas para descarregar, segundo informações do Ministério dos Transportes da Rússia. Moscou declarou que permanecerá ao lado de Havana e atuará para facilitar novas remessas.

O uso de petróleo russo ocorre em meio ao bloqueio dos Estados Unidos, que cortaram exportações de petróleo da Venezuela para Cuba após o derrubamento do presidente Nicolás Maduro em janeiro. A administração norte-americana também sinalizou a possibilidade de tarifas para outros fornecedores, o que intensifica as dificuldades energéticas cubanas.

O Kremlin informou que o tema foi discutido com autoridades americanas durante contatos prévios, mantendo a posição de apoio a Cuba. O porta-voz Dmitry Peskov indicou que a Rússia não pode ignorar a situação dos cubanos e que continuará buscando soluções para o abastecimento.

Cuba não recebe um navio-petroleiro há cerca de três meses, conforme afirmou o presidente Miguel Díaz-Canel, e o país enfrenta apagões que afetam a população de cerca de 10 milhões de pessoas. Autoridades de saúde destacam que a crise eleva riscos para pacientes, especialmente crianças com câncer.

Perguntado sobre novas remessas, Peskov comentou que, diante da situação atual, a Rússia pretende manter ações para ajudar Cuba. Dados de rastreamento da LSEG apontam que o Anatoly Kolodkin deixou o porto russo de Primorsk, no Mar Báltico, em 8 de março, e seguia pela costa norte de Cuba.

A evolução do abastecimento permanece incerta, com autoridades cubanas acompanhando a movimentação de navios e avaliando impactos na geração de energia e nos serviços públicos. O governo cubano tem pedido apoio internacional para mitigar a crise energética.

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