- Um mês após o ataque de 28 de fevereiro, a escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, no Irã, teve pelo menos 171 mortos, na maioria crianças, durante o início da guerra entre os EUA e o Irã.
- Raha Zarei, de 7 anos, foi encontrada duas vezes: initialmente pelo pai entre escombros e, dois dias depois, na geladeira de uma morgue, enquanto a família buscava respostas.
- A família de Raha descreveu a dor de ver seus pertences e a foto da menina, que sonhava em ser dentista, enquanto as autoridades conduziam os rituais fúnebres.
- Em 28 de março, drones atingiram áreas ao redor da escola e de uma clínica próxima; não houve feridos, e alguns drones teriam sido abatidos.
- A identidade de Mohammad Jafari, de 10 anos, foi confirmada após o reconhecimento de membros da família nos testes de DNA; outros dois envolvendo a estudante e uma professora continuam sem identificação.
Foi marcada pela tragédia de Minab, no sul do Irã, a explosão que atingiu a escola Shajareh Tayyebeh em 28 de fevereiro, durante o início da guerra na região. Ao menos 171 pessoas morreram, a maioria crianças, em uma ofensiva que envolve EUA e Israel segundo autoridades internacionais.
A família da jovem Raha Zarei, 7 anos, viu a menina desaparecer nos escombros e, dias depois, ser confirmada morta. A avó e a tia, Farzaneh Bastami, reconstituem os momentos ao redor do ataque e o processo de luto. A escola fica ao lado de uma base da Guarda Revolucionária (IRGC).
Entre os sobreviventes, relatos descrevem salas derrubadas, corpos mutilados e uma busca intensiva por alunos que haviam ficado dentro da escola. Testemunhas descrevem a pressa dos pais ao serem chamados para buscar as crianças, minutos após o início do ataque.
As investigações oficiais indicam que o ataque ocorreu em contexto de retaliação regional. O Pentágono manteve apuração em curso, com a Reuters destacando indícios de que forças americanas estariam envolvidas, citando dados de alvos desatualizados.
Em 28 de março, drones atingiram áreas ao redor da escola e de um clínica próxima. Não houve feridos, mas o incidente ampliou o temor na cidade. Especialistas acreditam que aparelhos não identificados, possivelmente norte-americanos ou israelenses, estariam em estágios de teste.
A família Jafari, de Mohammad Jafari, buscava há um mês por respostas. O garoto foi identificado apenas após sérias buscas com DNA, restando dúvidas sobre os dois outros desaparecidos. A comunidade continua a enterrar vítimas e a lidar com a like de perdas.
Mohammad Jafari, de 10 anos, foi enterrado em cerimônia na mesquita local. A família relatou dor, mudanças no cotidiano e a dificuldade de processar a perda num cenário de guerra que persiste na região.
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