- A prefeita de Arcadia, na Califórnia, Eileen Wang, renunciou ao cargo em 11 de maio após acusações de atuar como agente ilegal da China nos EUA.
- Wang se declarou culpada e assinou um acordo para reduzir a pena, que pode chegar a até dez anos de prisão.
- Ela integrava o Conselho Municipal desde 2022 e ocupava a cadeira de prefeita desde fevereiro deste ano.
- Investigações apontam que Wang e um homem preso desde outubro de 2025 atuaram no US News Center, recebendo orientações do governo chinês para publicar conteúdo pró-China.
- Mensagens interceptadas incluíam uma publicação negando repressão à minoria uigur na China e contatos com John Chen, apontado como membro da inteligência chinesa e condenado a vinte meses de prisão nos EUA.
A prefeita da pequena Arcadia, na Califórnia, renunciou ao cargo após confessar atuação como agente ilegal de China nos Estados Unidos. Eileen Wang assinou acordo para reduzir possível pena, que pode chegar a até dez anos, conforme o Departamento de Justiça.
Desde 2022, Wang integrava o Conselho Municipal de Arcadia, que tem pouco mais de 50 mil habitantes. Ocupava a cadeira de prefeita desde fevereiro e deixou o cargo na segunda-feira, 11 de maio.
As investigações apontam que Wang e um homem preso desde outubro de 2025 atuavam na operação do US News Center, site direcionado à comunidade sino-norte-americana. Eles teriam recebido instruções de autoridades chinesas para publicar conteúdos pró-China.
Mensagens interceptadas por aplicativos mostram conteúdos de publicação na página. Um texto publicado negava repressão à minoria uigur na Xinjiang, alegação que, segundo autoridades, visava difamar a China e prejudicar seu desenvolvimento.
A comunicação de Wang também envolve John Chen, apontado como oficial de alto escalão do serviço de inteligência chinês, que chegou a se reunir com Xi Jinping. Chen já foi condenado a 20 meses de prisão nos EUA por atuar como agente ilegal.
O Procurador-Geral Adjunto para Segurança Nacional dos EUA destacou que eleitores devem agir em nome dos cidadãos americanos. A confirmação de que a ex-prefeita recebia ordens de autoridades chinesas reforça preocupação com a transparência de agentes estrangeiros ocupando cargos públicos.
Entre na conversa da comunidade