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Trump, o hawk da China: o que mudou em sua posição

Trump chega a Pequim em tom de cooperação e negócios, buscando equilíbrio com a China apesar das tensões comerciais e do controle de tecnologia

U.S. President Donald Trump and Chinese President Xi Jinping, right, attend a state dinner at the Great Hall of the People in Beijing.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, viaja a Pequim em tom voltado à cooperação e negócios de alto valor, mantendo traços da visita de 2017.
  • Entre 2018 e 2021 houve guerra comercial, ações contra Huawei e TikTok, além de controles de exportação para tecnologia americana. A covid-19 intensificou a animosidade com a China.
  • No segundo mandato, Trump centralizou decisões, cercado por poucos assessores; Scott Bessent lidera a política econômica em relação à China, enquanto Kushner e Witkoff ficam menos envolvidos nesse tema.
  • A China respondeu com medidas, incluindo export-controls sobre minerais raros, o que levou a um acordo de trégua e retomada de licenças, propondo maior estabilidade.
  • Espera-se que a reunião em Pequim gere novos encontros e anúncios comerciais, com a presença de executivos como Tim Cook e Elon Musk e possíveis compras de Boeing e produtos agrícolas.

Donal Trumps chega a Pequim nesta semana em modo de detente e negociação. A visita, na capital chinesa, ocorre após quase uma década desde o último giro do então presidente em 2017. O objetivo é demonstrar cooperação, buscar negócios de alto valor e elogiar Xi Jinping, apesar de tensões passadas.

Entre 2018 e 2021, o tom mudou, com guerra comercial, controle de tecnologias e medidas contra Huawei, TikTok e exportações de tecnologia avançada. O surto de covid-19 em 2019 intensificou críticas a Beijing, visto como marco para o afastamento.

Trump encerrou o primeiro mandato com derrota eleitoral em 2020, mas manteve uma postura de confronto com a China em política tecnológica. O governo Biden manteve parte das medidas, ampliando controles de exportação e restringindo negócios.

O governo de Biden também consolidou um consenso bipartidário de que a China é adversária primária, porém o curso de Trump no segundo mandato difere em governança e foco. O papel central ficou com conselheiros próximos ao presidente.

No segundo mandato, Trump centralizou decisões, dando espaço menor a especialistas. Bússola de política externa inclui reduzir riscos sem romper relações, com foco em estabilidade econômica e cadeia de suprimentos.

Beijing respondeu com retaliações, elevando controles sobre minerais raros. Um acordo de junho abriu espaço para recuar algumas restrições em troca de licenças de minerais críticos, sinalizando trégua comercial no curto prazo.

Jacob Helberg, subsecretário de Estado, destaca que a estratégia visa equilíbrio entre competição e estabilidade. A Pax Silica, iniciativa multilateral, busca reforçar cadeias de tecnologia com participação de 15 países.

A viagem a Beijing também ocorre em meio a operações para pressionar aliados e manter influência regional. Há expectativa de agenda com grandes empresas americanas e anúncios sobre venda de aeronaves e produtos agrícolas.

A China, por sua vez, busca manter a cautela, evitando romper o atual acordo de equilíbrio comercial. Esperam-se futuros encontros entre Trump e Xi, com Washington buscando manter diálogo sem abrir mão de seus interesses estratégicos.

Trump tem enfatizado que enfrentará áreas com maior chance de vitória, reconhecendo que China é potência com interesses entrelaçados. A expectativa é de anúncios concretos que fortaleçam acordos comerciais sem romper a trégua atual.

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