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Nova flotilha parte da Turquia com destino a Gaza

Nova flotilha de ajuda a Gaza parte de Marmaris com cerca de cinquenta barcos, buscando romper o bloqueio; ações anteriores elevam as tensões

Embarcações que faziam parte da flotilha interceptada pelos israelenses, em foto de 12 de abril em Barcelona (Espanha) – foto: Josep Lago/AFP
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  • Em 14 de maio, dezenas de barcos partiram do sudoeste da Turquia para uma flotilha humanitária rumo a Gaza, organizada pela Global Sumud Flotilla.
  • Cerca de cinquenta embarcações deixaram Marmaris e serão acompanhadas por quatro ou cinco navios da Coalizão da Flotilha da Liberdade em alto-mar.
  • Esta é a terceira iniciativa desse tipo em um ano para tentar romper o bloqueio israelense a Gaza, que enfrenta shortage de alimentos, água, medicamentos e combustível desde 2023.
  • A segunda flotilha foi interceptada em águas internacionais na costa da Grécia, em 30 de abril, com a maior parte dos ativistas levada à Europa; dois membros da tripulação ficaram detidos por dez dias e depois expulsos.
  • Espanha, Brasil e as Nações Unidas pediram a libertação dos ativistas; Israel negou os abusos alegados e não apresentou acusações formais.

Dezenas de barcos partiram nesta quinta-feira 14, no sudoeste da Turquia, em uma flotilha de ajuda humanitária rumo a Gaza. A iniciativa busca romper o bloqueio israelense ao enclave, segundo um dos organizadores.

A Global Sumud Flotilla informou que cerca de 50 embarcações deixaram Marmaris há aproximadamente uma hora. A manobra contará com quatro ou cinco navios da Coalizão da Flotilha da Liberdade em águas internacionais, seguindo em direção a Gaza.

Esta é a terceira flotilha deste tipo em um ano. O objetivo é levar assistência à população de Gaza, que enfrenta escassez de alimentos, água, medicamentos e combustível desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023.

Detalhes da operação

A segunda flotilha, em abril, foi interceptada por forças israelenses na costa da Grécia. A maioria dos ativistas foi levada para a Europa, mas dois membros da tripulação permaneceram detidos por 10 dias: o brasileiro Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, de origem palestina e nacionalidade espanhola, que depois foram expulsos.

A mobilização recebeu pedidos de libertação por parte de Espanha, Brasil e das Nações Unidas. Organizações de direitos humanos traduziram as detenções como ilegais e apontaram abusos durante a custódia em Israel. As autoridades israelenses negaram as acusações de abuso e não apresentaram acusações formais.

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