- O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, publicou um vídeo com ativistas detidos da flotilha Global Sumud, que se aproximava de Gaza, ajoelhados com as mãos atadas e a testa no chão.
- As forças israelenses interceptaram a flotilha na costa e detiveram cerca de 430 integrantes, entre eles aproximadamente 40 espanhóis, no porto de Ashdod.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu criticou Ben Gvir e afirmou que Israel tem o direito de impedir a flotilha, mas pediu que os ativistas sejam expulsos o quanto antes.
- Reações internacionais vieram em tom de condenação; chanceleres de Espanha, França, Itália, Bélgica, Alemanha e a comissária europeia de Igualdade exigiram explicações ou desculpas.
- Hamas e a organização Adalah criticaram o tratamento, com a Adalah alegando abuso e humilhação e alegando sequestro em águas internacionais.
O ministro israelense de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, publicou um vídeo nesta quarta-feira, 20, que mostra ativistas detidos de uma flotilha com destino a Gaza ajoelhados, de mãos atadas e com a testa no chão. O registro foi feito após interceptação das embarcações no mar e detenção de centenas de ativistas no porto de Ashdod, no sul de Israel.
O vídeo provocou reação de autoridades internacionais e locais. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, criticaram a forma como Ben Gvir tratou os ativistas, afirmando que o país tem direito de impedir a flotilha, mas que a abordagem não condiz com os valores de Israel.
Netanyahu afirmou que Israel tem direito de impedir a passagem de apoiadores do Hamas, porém ressaltou que a forma de agir não reflete os padrões do país e pediu que os ativistas sejam expulsos o quanto antes. O ministro também pediu esclarecimentos sobre o caso.
Reações internacionais
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, descreveu os atos de Ben Gvir como desprezíveis. O chanceler espanhol exigiu um pedido de desculpas pelo tratamento considerado monstruoso a cerca de 40 espanhóis. A França convocou o embaixador israelense pelos atos inadmissíveis.
A Itália, por meio de Giorgia Meloni e Tajani, denunciou o tratamento dado aos ativistas, entre os quais há italianos, apontando violação de dignidade humana. A Bélgica convocou a embaixadora de Israel e a Alemanha classificou a ação como inaceitável.
A comissária europeia Hadja Lahbib afirmou que ninguém deve ser punido por defender a humanidade, alegando que os ativistas não eram criminosos condenados. A Turquia denunciou a mentalidade do governo israelense e pediu que os ativistas deixem o país rapidamente.
Operação, contexto e resposta local
A flotilha Global Sumud, com cerca de 50 barcos e 430 integrantes, foi interceptada na costa de Chipre e levada para Israel. O chanceler de Israel criticou o vídeo, dizendo que Ben Gvir causou dano ao Estado com a exibição. O Hamas classificou as imagens como prova de depravação moral de Israel.
A ONG Adalah denunciou a suposta política de abuso e humilhação contra ativistas que buscavam entregar ajuda a Gaza, afirmando que os participantes foram sequestrados à força em águas internacionais. O Ministério das Relações Exteriores de Israel atribuiu à flotilha propaganda pró-Hamas.
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