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Protestos em massa lançam Bolívia em turbulência política

Protestos em La Paz paralisam a capital e aumentam a pressão pela saída de Paz, com quatro mortos e desestabilização política no país

A large crowd of protesters run to escape tear gas during clashes with riot police. Smoke billows in front of the crowd.
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  • Protestos anti-governo tomaram La Paz por cerca de duas semanas, com a participação de grandes sindicatos e pedidos de demissão do presidente Rodrigo Paz.
  • Desafios incluem escassez de combustível e denúncias de adulteração de gasolina importada, aumentando a pressão sobre o governo de Paz.
  • Quatro mortes foram registradas até quarta-feira, além de dezenas de feridos em decorrência de bloquéios e confrontos.
  • Paz expulsou a embaixadora da Colômbia, após Gustavo Petro compartilhar vídeo que chamava o presidente de “fantoche dos EUA”; a Colômbia condenou a medida.
  • A Organização dos Estados Americanos discutiu a crise; o Departamento de Estado dos EUA qualificou os protestos como “golpe em curso”.

Bolívia vive uma crise política desde as manifestações antigovernamentais que paralisaram La Paz há cerca de duas semanas. O país enfrenta um dos maiores abalos políticos das últimas décadas, com greve geral e bloqueios de estradas.

O presidente Rodrigo Paz, no poder há seis meses, implementou medidas de austeridade, incluindo o fim do subsídio de combustível. A promessa de mercado livre não chegou a beneficiar o abastecimento, que continuou deficitário, gerando protestos e descontentamento social.

Os protestos são liderados por importantes sindicatos e contam com o apoio de parcelas do parlamento, ampliando a pressão sobre o governo, que governa com minoria. O retorno de Evo Morales ao poder é constantemente discutido no discurso público.

Conflitos internos e retorno de Morales

Morales, que enfrenta ordens de prisão por acusações de abuso, afirma que as demandas estruturais sobre combustível, alimentação e inflação não foram atendidas e mantém-se ausente de autoridades legais. O ex-presidente nega as acusações e sustenta que as acusações são politicamente motivadas.

Em sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos, o chanceler Fernando Aramayo acusou os manifestantes de desestabilização institucional. A declaração ocorreu um dia após uma avaliação semelhante dos EUA, que classificou os protestos como “golpe em andamento”.

Desdobramentos diplomáticos e balanço de vítimas

A crise gerou tensões diplomáticas: Paz expulsou a embaixadora da Colômbia, em resposta a críticas feitas pelo presidente colombiano Gustavo Petro, que qualifica as ações de La Paz como extremas. Autoridades bolivianas afirmam perseguir uma defesa da soberania e da não interferência.

Até o momento, a especialista conduzia um balanço inicial de quatro mortes relacionadas aos protestos, com uma vítima em confrontos diretos e três falecimentos decorrentes de dificuldades médicas devido a bloqueios de estradas. Diversos feridos também foram registrados.

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