- O Senado republicano adiou a votação do orçamento para agências de imigração, incluindo o ICE, devido a desacordos sobre um fundo de compensação de quase 1,8 bilhão de dólares para apoiadores de Trump investigados judicialmente.
- Senadores se reuniram com o procurador-geral interino Todd Blanche para discutir quem seriam os beneficiários, como o dinheiro seria desembolsado e quem tomaria as decisões.
- O fundo foi criado a partir de uma demanda de Trump contra o IRS, inicialmente buscando 10 bilhões de dólares, com a promessa de não haver auditorias futuras para ele e familiares.
- A Casa Branca afirma que o fundo não terá fins partidários; qualquer pessoa que comprove dano diante da administração republicana pode solicitar o benefício, incluindo senadores com investigações secretas.
- A comissão encarregada de definir os beneficiários ainda não teve seus membros ou critérios definidos; o fundo vence em 15 de dezembro de 2028 e Trump não poderá ser beneficiário.
O Partido Republicano dos Estados Unidos adiou a votação de um projeto de lei de orçamento para as agências de imigração, incluindo o ICE, devido a controvérsias sobre a criação de um fundo de compensação de quase 1,8 bilhão de dólares. A iniciativa visa beneficiar defensores de Trump considerados perseguidos politicamente durante o governo Biden.
Os senadores republicanos reuniram-se na quinta-feira com o general attorney em funções, Todd Blanche, para discutir o fundo, cuja origem remonta a uma demanda de Trump contra o IRS por suposta violação de impostos. A Casa Branca descreve o fundo como ferramenta de proteção jurídica, enquanto críticos o veem como possível uso político.
Blanche participou da reunião após ter sido advogado pessoal de Trump nos processos abertos contra o ex-presidente. A pauta gerou perguntas sobre quem seriam os beneficiários, como ocorreria o desembolso e quem definiria os critérios de elegibilidade.
Detalhes do projeto
Entre as dúvidas estão a lista de contemplados e o mecanismo de credenciamento. A liderança do Senado adiou a votação prevista para esta semana, citando desacordos internos sobre a operação do fundo. O atraso ocorre antes de um feriado de Memorial Day nos EUA, que marca o início do recesso legislativo.
Não está ainda definida a composição da comissão de cinco membros responsável por selecionar os beneficiários, nem os critérios de distribuição. O Departamento de Justiça afirmou que o objetivo é compensar pessoas afetadas pela politização da Justiça, sem restrições partidárias explícitas.
Contexto político
O fundo foi criado para atender a supostos danos decorrentes de investigações judiciais contra apoiadores de Trump. Há relatos de possível inclusão de indivíduos investigados por distúrbios no Capitólio em 6 de janeiro de 2021, embora o governo afirme que o benefício não terá vínculos partidários.
Apesar da discordância interna, alguns senadores destacam a necessidade de transparência. A senadora Lisa Murkowski afirmou que o tema gerou divergência considerável durante a reunião. O líder da maioria republicana, John Thune, busca manter a votação, mas adiou-a em função das dúvidas.
Medidas adicionais
Projetos paralelos propõem tributar integralmente os valores recebidos pelos beneficiários. Em comitiva na Câmara, deputados associam propostas semelhantes, buscando maior fiscalização sobre o uso do fundo. A Casa Branca informou que nenhum benefício se destina aos próprios membros do governo ou familiares do presidente.
O fundo tem validade até 15 de dezembro de 2028, quando Trump esteve no cargo. A expectativa é que, mesmo com o adiamento, a discussão sobre o orçamento de imigração e o fundo de compensação permaneça em pauta ao retorno das atividades legislativas.
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