- A administração Trump interrompe temporariamente a remoção de refugiados para a República Democrática do Congo durante o surto de Ebola, segundo reportagem da Politico.
- A medida não impede a possibilidade de retorno de refugiados a terceiros países afetados pela doença, conforme autoridades.
- Adriana Zapata, 55 anos, foi transferida para Kinshasa e permanece sem possibilidade de retorno devido à proibição de viagem imposta pela Ebola, apesar de ordem judicial.
- Autoridades afirmam que o veto, aliado ao risco de contágio durante as viagens, motiva a suspensão, mas especialistas questionam se a medida evita a propagação do vírus.
- Observadores destacam que o CDC mantém planos de triagem para passageiros vindos da região e que medidas de saúde visam reduzir riscos, incluindo direcionamento de voos para áreas de checagem.
O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão temporária das remoções de refugiados para a República Democrática do Congo (RDC) durante o surto de Ebola. A medida, segundo a imprensa, visa evitar deslocamentos em áreas com transmissão ativa da doença.
O caso de Adriana Zapata, 55, é citado como exemplo. Ela foi enviada a Kinshasa há mais de um mês, mesmo com a RDC afirmando não conseguir atender suas necessidades médicas complexas. Um juiz ordenou seu retorno aos EUA, mas autoridades seguem sem trazê-la devido ao banimento de viagens relacionado ao Ebola.
Especialistas destacam que a pausa não impede a propagação do vírus. A decisão envolve questões legais, já que o envio de pessoas para terceiros países com surto ativo pode ser usado como defesa em casos migratórios.
Autoridades de imigração disseram que há riscos de contato com o vírus durante as viagens e que as políticas de imigração podem influenciar a disseminação próxima de fronteiras. Mesmo assim, a decisão é apresentada como necessária para considerar questões legais.
O governo não confirmou o destino de outros refugiados já deslocados para países afetados ou próximos à região aflita. Relatórios indicam que dezenas de pessoas foram enviadas a terceiros países nos últimos meses.
Especialistas apontam que manter o banimento de deslocamentos impede retornos para locais em situação de risco, e que a política de remoções pode afetar a proteção de direitos humanos. Questionamentos foram feitos sobre a viabilidade prática da medida.
O CDC informou planos para testar e monitorar passageiros provenientes da RDC, Uganda e Sudão do Sul. Quaisquer voos para a região passam por triagem em aeroportos americanos, segundo autoridades de saúde pública.
De acordo com especialistas, manter a vigilância epidemiológica é essencial para evitar a entrada de Ebola. Entre as medidas estão rastreamento de viajantes e monitoramento pós-chegada, em conjunto com controles na origem.
O texto também aponta que, se a epidemia seguir crescendo, há risco de que refugiados deportados a países próximos acabem trazendo o vírus de volta para outras regiões, complicando ações de saúde pública.
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