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Governo cobra resposta dos EUA sobre extradição de Ramagem

Governo brasileiro aguarda resposta oficial dos EUA sobre extradição de Ramagem; ex-deputado permanece foragido e com pedido de asilo pendente

Ministro Lima e Silva diz que governo brasileiro ainda aguarda resposta dos EUA sobre pedido contra ex-deputado. (Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados)
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  • Governo brasileiro ainda não recebeu resposta oficial dos Estados Unidos sobre o pedido de extradição de Alexandre Ramagem, formalizado pelo Brasil.
  • Ramagem foi preso em abril em Orlando pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA, o ICE, mas liberado dias depois por ter pedido de asilo pendente de análise.
  • O ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por suposto envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, e é considerado foragido desde novembro do ano passado.
  • A Polícia Federal afirmou que a prisão ocorreu por questões de visto vencido e que atos operacionais foram executados por autoridades norte-americanas; o Brasil limitou-se a trocar informações públicas e enviar o mandado de prisão.
  • Em relação ao delegado Marcelo Ivo de Carvalho, retirado dos EUA por suspeitas de tentativa de interferência, o governo brasileiro disse que o retorno ocorreu por ordem da direção geral; não houve comunicação oficial sobre investigação administrativa contra o agente.

O governo brasileiro aguarda uma resposta oficial dos Estados Unidos sobre o pedido de extradição do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Ramagem foi preso em abril em Orlando pelo ICE, serviço de imigração dos EUA, e liberado dias depois por ter pedido de asilo político pendente de análise. Ele foi condenado pelo STF a 16 anos de prisão por possível envolvimento em tentativa de golpe após as eleições de 2022 e é considerado foragido desde novembro do ano passado.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, afirmou em audiência à Câmara dos Deputados que o pedido de extradição foi formalizado pelo Brasil, mas permanece sem resposta. Ele explicou que a detenção em abril não decorreu de um pedido de extradição, e sim de questões ligadas à legislação imigratória americana.

Lima e Silva ressaltou que a atuação da Polícia Federal brasileira se limitou à troca de informações públicas e ao envio de documentos oficiais, incluindo o mandado de prisão expedido pelo STF. Segundo ele, as decisões operacionais teriam sido tomadas por autoridades norte-americanas: a abordagem, a detenção, a custódia e o encaminhamento para deportação.

O ministro também comentou o caso do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, expulso dos EUA por suspeitas de interferência no processo. A saída ocorreu dias após a libertação de Ramagem, com o governo americano alegando motivos de possível manipulação do caso. Em resposta, o Brasil informou que houve retorno por ordem da direção geral para apurar internamente os fatos e que não houve comunicação oficial de investigação administrativa contra o agente.

Depois da retirada do policial brasileiro, o governo brasileiro aplicou o princípio da reciprocidade e interrompeu as atividades de um agente norte-americano que exercia função similar no território nacional.

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