- Os EUA classificaram PCC e Comando Vermelho como entidades terroristas, considerada como a primeira intervenção nas eleições brasileiras pelo governo americano.
- O ex-embaixador Rubens Barbosa afirma que a medida está vinculada à Lei de Segurança Nacional dos EUA e aos interesses na América Latina, incluindo controle de imigração e crime organizado.
- Barbosa diz que não houve ameaça de intervenção militar e que o Brasil já tem cooperação formal em combate ao crime organizado com os EUA, devendo calibrar o tom da resposta.
- Ele cita o México como exemplo: aceitou a classificação de terrorismo para o crime organizado, ampliando a cooperação sem recorrer a intervenção militar.
- A visão é de que o Brasil precisa agir com foco no interesse nacional, evitando atritos que prejudiquem negociações comerciais em curso.
A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas é apontada pelo ex-embaixador Rubens Barbosa como a primeira manifestação de interferência americana nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. A avaliação foi feita durante o UOL News 1ª Edição, no Canal UOL.
Barbosa disse que a medida se encaixa na nova Lei de Segurança Nacional norte-americana e nas prioridades para a América Latina, principalmente no controle migratório e no combate ao crime organizado. Para ele, o movimento já era esperado dentro do contexto eleitoral.
Segundo o ex-embaixador, o Brasil já formalizou cooperação para combater o crime organizado e assinou documentos nesse sentido. Ele vê a resposta brasileira como dependente do interesse nacional e do peso das negociações em curso com os EUA.
O Brasil tem de agir como o México, que não aceitou a classificação, mas ampliou a cooperação com Washington. Barbosa afirma que o Brasil deve permitir ações conjuntas sem recorrer a intervenção militar.
Sobre o cenário regional, Barbosa aponta que o senador Marco Rubio pode ampliar a pressão sobre governos de esquerda na região, sem que isso seja visto como fato isolado da política interna dos EUA.
Quanto ao peso eleitoral do tema, o ex-embaixador diz que ainda há produtos brasileiros com barreiras comerciais; o governo busca abrir espaço de negociação e calibrar o tom diplomático, evitando confrontação excessiva.
Contexto regional e respostas diplomáticas
Apesar da classificação, Barbosa afirma que não houve previsão de intervenção militar. A leitura é de que as ações visam cooperação e investigação compartilhada contra o crime transnacional.
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