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Lula acusa Flávio de traição e afirma que Brasil não aceita tratamento inferior

Lula chama Flávio de traidor e afirma que Brasil não aceita intervenção externa; defende cooperação policial e extradição de brasileiros procurados

29.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de Investimentos da Petrobras em Pedra Branca, Laranjeiras - SE Foto: Ricardo Stuckert / PR
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro para que as facções brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital sejam enquadradas como organizações terroristas pelos EUA.
  • A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 29, durante solenidade no interior de Sergipe.
  • Lula chamou Flávio Bolsonaro de traidor e disse que Joaquim Silvério dos Reis, delator na Inconfidência Mineira, ficaria envergonhado se soubesse que há um candidato a presidente pedindo intervenção americana no Brasil.
  • O petista reconheceu a ameaça representada pelas facções, mas rejeitou a forma com que o governo norte-americano encara o tema, defendendo cooperação policial e extradição de brasileiros procurados pela Justiça.
  • Lula afirmou que o Brasil não aceita ser tratado como republiqueta e que pode haver cooperação com os EUA, desde que haja respeito à soberania e à democracia brasileira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta sexta-feira a uma tentativa de Flávio Bolsonaro de levar a pauta de facções brasileiras para os Estados Unidos. Segundo Lula, o senador Flávio Bolsonaro buscou que Washington enquadrasse o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. O ato ocorreu durante uma solenidade no interior de Sergipe.

A declaração de Lula acontece dois dias após um encontro entre Flávio Bolsonaro e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. O presidente afirmou que vê a articulação com desconfiança e ressaltou que o Brasil não aceita ingerência externa na sua soberania.

Lula reconheceu a ameaça representada pelas facções, mas criticou a forma como o tema foi tratado. O presidente destacou que o Brasil pode contar com cooperação policial e medidas de extradição para combater o crime, sem abrir espaço para intervenção de forças estrangeiras.

O petista afirmou ainda que o Brasil não será tratado como republiqueta nem como alvo de pressões externas. Ele enfatizou a necessidade de respeito mútuo nas relações internacionais e reiterou que a defesa da soberania é fundamental para a democracia brasileira.

Na avaliação de Lula, a cooperação internacional deve ocorrer dentro de mecanismos legais e respeitando a legislação brasileira. O presidente citou a importância de manter controle sobre políticas internas, ao mesmo tempo em que busca colaborações para o enfrentamento do crime organizado.

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