- O ex-líder do Cartel de Sinaloa, Joaquín Guzmán, preso na prisão ADX Florence, enviou 13 cartas ao juiz do seu caso entre 17 de abril e 27 de maio, relatando desgaste físico e psicológico.
- As cartas mostram que ele descreve condições de encarceramento extremas, isolamento e sofrimento, chegando a pedir intervenção de autoridades e possível novo julgamento.
- Nos relatos, Guzmán também aborda discriminação por ser mexicano e, com o tempo, passa a falar em inglês e adota tom jurídico, buscando apoio da defesa e visitas da esposa e das filhas.
- Em 2023, ele chegou a pedir intervenção presidencial e, em agosto de 2023, passa a alegar problemas de comunicação com a prisão, citando dificuldades com a língua inglesa.
- Autoridades norte-americanas passaram a identificar que ele conseguiu enviar recados por meio de advogados, com acusações de tentativas de contato e mudanças na estratégia de defesa, incluindo discussões sobre extradição.
O ex-líder do Cartel de Sinaloa, Joaquín Guzmán Loera, conhecido como El Chapo, envia cartas da prisão de alta segurança ADX Florence, no Colorado, aos tribunais norte-americanos. O material reúne 13 missivas escritas entre abril e maio de 2025, com pedidos de clemência, pleitos legais e relatais de sofrimento físico e psicológico.
As cartas, apresentadas por veículos mexicanos, descrevem condições de confinamento severas e alegações de tratamento inadequado. O Chapo descreve sintomas como dores, problemas de memória e depressão, além de alegar restrições de comunicação com familiares. A correspondência é dirigida ao juiz que conduz o seu caso.
O conjunto de mensagens começa com uma primeira carta entregue a um juiz em maio de 2022, na solicitação de intervenção judicial. Ao longo do período, o reo utiliza linguagem que mistura espanhol e inglês, citando trechos legais e fazendo menções a autoridades norte-americanas, segundo a imprensa que acompanha o caso.
Em 2023, Guzmán relata discriminação racial e pede intervenção diplomática por meio de representantes consulares. Entre agosto de 2023 e 2024, o relato passa a enfatizar dificuldades com a compreensão de inglês por parte da equipe prisional e o desejo de que sua defesa legal possa enviar documentos.
Entre as mudanças de tom, o material também expõe pedidos de visita para a esposa, a influenciadora Emma Coronel, e para as filhas, além de alegar que estaria buscando um novo julgamento para reavaliar sua condenação. Alega irregularidades processuais ligadas à extradição.
A imprensa também destaca que o réu reescreve parte de sua própria narrativa, tentando atribuir o atentado no aeroporto de Guadalajara, em 1993, a uma visão distorcida de acontecimentos, segundo o material divulgado. A matéria aponta que as cartas revelam uma tentativa de moldar a imagem pública do réu frente ao sistema judicial.
Ao longo de 2025, novas missivas indicam que Guzmán busca abrir frentes jurídicas, alegando falhas na acusação e solicitando que pedimentos cheguem a figuras como o secretário de Estado dos EUA e autoridades locais. A resposta das autoridades tem sido de silêncio, conforme apuração de veículos de imprensa.
Fontes citadas na cobertura destacam que o volume de cartas chegou a 13, com registros entre 17 de abril e 27 de maio, segundo reportagens de veículos mexicanos. O material é acompanhado por análises sobre o histórico do caso, o regime de detenção e o impacto institucional das ações do réu.
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