- Peter Garrett comandará uma comissão independente para apurar o pacto Aukus, em uma investigação comunitária de cinco meses, com relatório final previsto para 30 de outubro.
- A apuração incluirá audiências públicas e recebimento de contribuições por escrito, para avaliar prazos, custos, gestão de resíduos nucleares e se o acordo atende aos interesses de defesa da Austrália.
- O Labor apoiou o acordo de aquisição de submarinos nucleares em parceria com Estados Unidos e Reino Unido; a entrega de submarinos usados deve começar em dois mil e trinta e dois.
- O debate sobre Aukus envolve críticas de ex-combatentes do Partido Trabalhista e de organizações da sociedade civil, que defendem uma avaliação parlamentar mais ampla.
- A comissão será organizada com o apoio do Fórum Australiano de Paz e Segurança, com foco também no eventual confronto com a China e questões de não proliferação nuclear.
Peter Garrett vai comandar inquérito independente sobre o acordo de defesa Aukus. O ex-ministro do Meio Ambiente será o comissário principal de uma investigação comunitária de cinco meses, anunciada para começar nesta semana. O relatório final deve ser apresentado até 30 de outubro.
O inquérito contará com audiências públicas e envio de contribuições por escrito. O objetivo é avaliar se os submarinos nucleares podem ser entregues no prazo e dentro do orçamento, além de discutir gestão de resíduos e impactos estratégicos para a Australia.
O Aukus foi anunciado em 2021 pelo governo anterior e envolve colaboração com EUA e Reino Unido para a aquisição de submarinos nucleares. O programa prevê modernização da base industrial de defesa e a entrada de submarinos de segunda mão a partir de 2032.
Contexto e objetivos do inquérito
Garrett aponta que o inquérito desempenha função similar à de uma comissão parlamentar, com suporte de sindicatos e organizações sem fins lucrativos. Será avaliada a viabilidade de prazos, custos e impactos ambientais.
O grupo de comissários será divulgado pela Australian Peace and Security Forum. Entre os temas estão o aumento da influência chinesa na região do Indo-Pacífico, proliferação nuclear, emprego e consequências ambientais.
A decisão de conduzir o inquérito ocorre em meio a debates internos no Labor sobre o impacto do Aukus. O governo federal tem defendido o programa como essencial, enquanto críticos apontam custos elevados e riscos estratégicos.
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