- Em Shangri-La Dialogue em Cingapura, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, voltou a defender maior poder de combate e financiamento militar, mas a ideia foi recebida com ceticismo por vários parceiros da região.
- Hegseth destacou que parceiros devem alcançar 3,5% do Produto Interno Bruto em defesa, o que preocupa estados menores e médios que enfrentam dúvidas sobre maiores envolvimentos com a segurança dos EUA. A Filipinas teve gasto de 1,3% do PIB em 2024.
- A apresentação do presidente vietnamita To Lam, que proferiu o discurso inaugural, contrapôs a visão de Hegseth, defendendo tráfego de poder dentro de regras internacionais e destacando cooperação em tecnologia e manufatura com Singapura.
- Observadores apontam tensões com a China, que criticou o que chamou de militarismo japonês; Japão expandiu seu papel de segurança na região, recebendo apoio de pesquisas públicas que o veem como parceiro confiável.
- Durante a agenda, o evento também abrangeu viagens de To Lam a Bangkok e Manila e a relação emergente com parcerias regionais, além de discussões sobre crises no ordenamento internacional, modelos de desenvolvimento e confiança estratégica.
O cenário de defesa na Ásia ficou marcado pela divergência entre promessas e realidades. Na Shangri-La Dialogue, em Singapura, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, elogiou a parceria regional, mas parte de público reagiu com ceticismo. Ele afirmou que interesses nacionais devem se alinhar, não apenas valores, e sugeriu mais prioridade para poder de combate.
A fala de Hegseth gerou desconforto entre governos da região, que já veem com cautela o aprofundamento de alianças militares. O anúncio de metas de investimento, como 3,5% do PIB em defesa, foi recebido com ressalvas, especialmente por nações com histórico de orçamentos menores. A sensação comum é de que, sem compromisso claro, a cooperação tende a oscilar.
Ao mesmo tempo, o diálogo também destacou mensagens divergentes sobre segurança regional. O presidente vietnamita To Lam proferiu o discurso-base do evento, defendendo um modelo de ordem internacional baseado no estado de direito e na gestão de diferenças dentro de regras. A China, por sua vez, avaliou com cautela as falas de seus interlocutores e ressaltou a valorização de uma postura multilateral.
To Lam e a visão de Vietnam
To Lam apontou crises na ordem internacional, modelos de desenvolvimento e confiança estratégica. Defendeu que tecnologias disruptivas, como a inteligência artificial, podem ampliar tensões se não forem geridas dentro de regras. O governo vietnamita aproveitou o palco para ampliar acordos de cooperação em tecnologia e manufatura com parceiros da região.
Acompanhando a agenda, o Vietnã sinalizou passos para fortalecer vínculos com Singapura e outros Estados-membros, em temas de segurança e tecnologia. A defesa de um marco regulatório comum busca reduzir disputas e aumentar previsibilidade para os países do Sudeste Asiático, diante de pressões externas.
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