- Lula criticou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chamando-o de anti‑América Latina durante evento em Catalão, Goiás.
- O presidente disse que Rubio não gosta do Brasil e citou o relatório que recomenda sobretaxa de 25% a produtos brasileiros, associando a sanções às reuniões de filhos de Bolsonaro com o governo Trump.
- Os EUA concluíram uma investigação que aponta práticas brasileiras que onera ou restringe o comércio e o Escritório de Comércio (USTR) propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.
- Marco Rubio, ex‑rival de Trump, hoje é um dos nomes fortes do governo americano e tem relações com a família Bolsonaro, recebendo os filhos do ex‑presidente nos EUA na semana passada.
- Flávio Bolsonaro, senador, reuniu‑se com Rubio e, segundo o encontro, discutiu a possibilidade de classificar as facções PCC e CV como organizações terroristas; o Departamento de Estado indicou que iria classificar as facções.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante um evento em Catalão (GO) nesta terça-feira (2). Lula disse que Rubio é anti-América Latina e afirmou, sem estar presente em determinada reunião, que o republicano “não gosta do Brasil”. A fala ocorreu no contexto de referências a tensões bilaterais e sanções.
O governo americano finalizou, na segunda-feira (1º), uma apuração que aponta o Brasil como país que adota práticas que oneram o comércio entre as duas nações. Entre os pontos citados estão o PIX, o desmatamento, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. Em resposta, o Escritório de Comércio dos EUA propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Marco Rubio, ex-rival de Trump nas primárias de 2015-2016, tornou-se hoje uma figura de peso no governo americano. Filho de imigrantes cubanos, tem trajetória marcada por interesse pela política latino-americana e por alinhamentos com grupos conservadores. O secretário mantém vínculos com a família de Jair Bolsonaro e recebeu os filhos do ex-presidente brasileiro nos EUA na semana passada.
Encontro com Flávio Bolsonaro e desdobramentos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter se reunido com Rubio na última quarta-feira (27). Segundo o senador, o tema incluía a possibilidade de classificar as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas, posição que o secretário é visto como favorável.
Duas dias depois, o Departamento de Estado anunciou a intenção de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. Em nota, Rubio reconheceu que as duas organizações são extremamente violentas no Brasil, destacando o peso de tais entidades no país.
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