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Lula rebate Flávio Bolsonaro e afirma que ele agradeceu Trump por taxar Brasil

Lula rebate Flávio Bolsonaro após ele justificar apoio a Trump; EUA anunciam 25% de sobretaxação, elevando o atrito entre Brasil e Washington

O presidente Lula fala em evento em Catalão (GO)
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  • Os Estados Unidos apresentaram, ontem, uma proposta de sobretaxação de 25% contra o Brasil, com foco no Pix.
  • Lula afirmou que Flávio Bolsonaro mentiu ao dizer que pediu a Trump para não taxar o Brasil e que houve agradecimento pelo tarifaço em 2025.
  • Em Catalão, o presidente chamou Flávio de traidor da pátria e de imbecil, dizendo que a cobrança prejudica o povo brasileiro.
  • Lula também citou o encontro recente entre Flávio e Trump, sugerindo que o deputado foi pedir apoio ao ex-presidente dos EUA.
  • O governo brasileiro ficou incomodado com o movimento americano; após o encontro Lula-Trump, havia promessa de grupo bilateral para resolver entraves em trinta dias, mas houve apenas uma reunião e, posteriormente, anúncio de aumento tarifário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o senador Flávio Bolsonaro mentiu ao dizer que pediu a Donald Trump, presidente dos EUA, para não taxar o Brasil e que seria agradecido pela sobretaxa em 2025. Lula fez a acusação durante evento em Catalão, Goiás, citando um suposto comentário feito por Flávio em julho de 2025.

Segundo o governo americano, os Estados Unidos anunciaram uma proposta de sobretaxação de 25% sobre produtos brasileiros, com críticas a práticas comerciais consideradas injustas. O Pix foi citado repetidamente no documento, conforme noticiado pelo setor de economia.

Lula relembrou declarações atribuídas a Flávio e criticou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que o deputado teria agradecido a Trump pela punição ao Brasil. O presidente chamou Flávio de traidor da pátria durante a fala, em tom político-eleitoral.

O chefe do Planalto também disse que Flávio participou de encontros com Trump na semana anterior e que houve tentativa de pedir apoio para influenciar a eleição brasileira. A fala ocorreu após o presidente brasileiro ter dito que o encontro encerrou-se de forma ambígua.

Inicialmente, o encontro foi visto pelo governo brasileiro como uma situação de leve preocupação, mas acabou gerando incômodo no Planalto. Em seguida, o governo americano informou a intenção de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, a pedido de Flávio, ponto que Lula rechaçou.

A proposta norte-americana vem perto de um mês do encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, quando foi alinhada a criação de um grupo bilateral de trabalho para resolver entraves em 30 dias. Desde então, houve apenas uma reunião entre as partes, com avanços limitados.

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