- Juiz federal de Washington ordena retirar o nome de donald j. trump do Kennedy Center e impede o fechamento de dois anos para reforma sem aprovação do Congresso.
- A sentença, de 94 páginas, sustenta que a mudança de nome não foi submetida ao Congresso e que o KC não pode ser fechado unilateralmente para a reforma.
- O fechamento previsto para 4 de julho, época de celebração do 250º da independência, fica em risco; a instituição já enfrenta cortes de pessoal e adiamentos de programas.
- Trump reagiu sugerindo que não seguirá com os planos; a ópera, que usava o KC como sede, já saiu da casa em protesto às intervenções da Casa Branca.
- A decisão se apoia na Lei de 1964 que criou o KC como monumento nacional; a congressista Joyce Beatty abriu o processo, defendendo reformas sem fechar a instituição.
O juiz federal de Washington determinou que o Kennedy Center retire o nome de Donald Trump do complexo cultural. A decisão também afirma que o KC não pode ser fechado por dois anos para reformas sem aprovação do Congresso. O tribunal anulou a nomeação unilateral feita pela diretoria do centro.
A sentença de 94 páginas sustenta que a remodelação e eventual rebranding deveriam seguir o devido processo legislativo, e que o centro não estava autorizado a suspender operações por dois anos. O Kenned Center foi relançado como The Donald J. Trump and The John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts, segundo a decisão.
O KC havia anunciado o fechamento para julho, para uma reconstrução anunciada pelo presidente dos EUA. A medida gerou demissões, cancelamentos de shows e postponos de programas, com impactos sobre equipes, artistas e fornecedores. A direção do centro já havia sido alvo de críticas.
A decisão judicial surge após intervenção do Congresso, apoiada pela congressista Joyce Beatty, que pleiteou uma reforma das instalações sem fechar a instituição. Trump reagiu insinuando que não tem interesse em manter o KC aberto sem condições legais.
Entre as reações, artistas haviam cancelado compromissos em apoio a manter o centro sob gestão institucional, inclusive nomes de peso da música e da ópera. A controvérsia legal envolve ainda a legislação de 1964 que criou o KC em homenagem a John F. Kennedy.
A situação deixa o futuro do Kennedy Center incerto, com a possibilidade de reabertura condicionada a novo processo legislativo e a futuras decisões judiciais. O tribunal enfatizou que o centro deve respeitar os marcos legais para mudanças estruturais e de nome.
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