- A Câmara dos EUA aprovou projeto para ajudar a Ucrânia e impor sanções à economia russa, com 226 votos a favor e 195 contra, contrariando objeções de líderes republicanos.
- O texto prevê mais de US$ 1 bilhão em ajuda de segurança e reconstrução, além de mais US$ 8 bilhões disponíveis para defesa de Ucrânia por meio de empréstimos.
- A aprovação ocorreu após assinatura de 218 parlamentares em uma petição de descarte, ferramenta que permite contornar a liderança para avançar com a pauta.
- A maior parte dos republicanos se opôs à medida; alguns, como o representante Don Bacon, defenderam o apoio, enquanto Brian Mast criticou o projeto como inadequado.
- Os defensores esperam que a aprovação no plenário force o Senado a se posicionar, embora haja cautela de que o Senado não deponha sem o endosso de Donald Trump.
O Congresso dos EUA aprovou, nesta quinta-feira, uma lei de apoio à Ucrânia e de sanções a setores-chave da economia russa, desconsiderando objeções de líderes republicanos que alertavam que o texto comprometeria negociações futuras. A aprovação ocorreu por 226 votos a favor e 195 contra.
A medida, patrocinada pela democrata Gregory Meeks, prevê mais de US$ 1 bilhão em ajuda de segurança e reconstrução para a Ucrânia e torna mais US$ 8 bilhões disponíveis para o fornecimento de defesa por meio de empréstimos. O objetivo é consolidar o apoio americano para a Ucrânia durante a guerra.
Para viabilizar a ação, os apoiadores utilizaram uma petição de dispensa, que permite a maioria da Câmara contornar a liderança. O instrumento tem ganhado uso recente, após ações para liberar arquivos ligados a Jeffrey Epstein e ampliar subsídios de assistência médica, embora nem tudo tenha avançado no Senado.
Meeks disse que a pergunta central era se a ajuda colocaria a Ucrânia em posição de negociação mais forte ou se permitiria que a Rússia persista sem pressões. Segundo ele, o objetivo é cumprir compromissos assumidos no início do conflito.
A maior parte dos republicanos rejeitou a medida, com críticas de que o texto seria inadequado ou oportunista. Um legislador afirmou que o projeto seria “um instrumento de pressão contra a administração” e que ele pareceu, para muitos, desatualizado. Em contrapartida, alguns membros republicanos, como Don Bacon, elogiaram a iniciativa como essencial para apoiar aliados.
Especialistas e apoiadores veem a medida como um sinal ao Senado e aos aliados de que o Congresso pretende manter o apoio à Ucrânia. Contudo, a expectativa é de que o Senado não aprove o texto sem o endosso de Donald Trump, o que pode limitar sua implementação ainda neste ciclo.
No contexto, o governo americano já autorizou cerca de US$ 195 bilhões destinados à resposta à Ucrânia. Ao menos parte desses recursos foi destinada ao reabastecimento de estoques militares dos EUA, com ações anteriores, em abril de 2024, incluindo aumentos pontuais em orçamentos anuais.
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